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Cotidiano
01/12/2000 - 19h04

Cancelamento do julgamento de Ubiratan frustra acusação e defesa

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da Folha de S.Paulo

Promotores e advogado de defesa no caso do massacre dos 111 mortos do Carandiru declararam-se frustrados com o cancelamento do julgamento do coronel da reserva Ubiratan Guimarães. Tecnicamente, o julgamento foi adiado pela terceira vez.

Guimarães é acusado pela morte dos 111 presos e por tentativa de homicídio contra outras cinco pessoas.

O primeiro adiamento aconteceu em 1994. O processo estava na Justiça Militar, mas uma auditoria definiu que a competência do caso era da Justiça comum.

O segundo adiamento ocorreu neste ano. O julgamento havia sido marcado para o dia 18 de julho, mas o advogado de defesa, Vicente Cascione, pediu uma nova data porque estava envolvido com sua campanha eleitoral. Ele foi candidato à Prefeitura de Santos.

"Estamos frustrados porque quem vive o drama é o réu. Por isso, vamos pedir que o novo julgamento ocorra nas férias forenses (janeiro)", disse Cascione.

Para a Promotoria, o adiamento foi "frustrante", mas permitirá que seja definido um outro local para o julgamento. Os promotores alegam que a sala onde a sessão foi instalada é inadequada.

O juiz que preside os trabalhos, Nilson Xavier de Souza, disse ontem que a nova data será definida até o final deste mês.

O julgamento, que iniciou na última quarta-feira, foi cancelado hoje pela manhã porque o jurado David Fernandes Moreno sentiu-se mal e foi levado ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, centro de São Paulo, onde foi constatado um abscesso (acúmulo de pus formado por processo inflamatório) na garganta.

Os médicos afirmaram que Moreno precisa ficar de repouso por pelo menos cinco dias.

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