11/03/2001
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22h50
da Folha Online
Não foram só menores da Febem e monitores que saíram feridos da rebelião que durou mais de 7h na unidade Franco da Rocha (Grande SP).
O padre Júlio Lancelloti, da Pastoral do Menor e do Adolescente, também foi vítima da violência e descontrole emocional dos monitores da Febem, que estavam revoltados com a morte de um dos funcionários neste domingo.
Revoltados, os monitores distribuíram socos, pontapés e arrancaram os óculos de Lancelloti .
O carro que transportava Lancelloti para a Febem também foi destruído e teve os vidros estilhaçados pelos monitores, informou o padre.
"Entendo que a situação era muito complicada e todos estavam muito revoltados. Mas violência não se resolve com mais violência", disse.
Lancelloti disse que foi convidado pela própria Febem para conversar com os menores e tentar acalmar a rebelião.
Segundo ele, o carro que o transportava era da Febem e mesmo assim foi destruído pelos monitores.
A violência não atingiu apenas Lancelloti. O defensor dos Direitos Humanos, Ariel Castro, e os promotores de Justiça de Franco da Rocha também foram alvos da raiva dos monitores.
Apesar de ainda sentir dores, o padre afirmou que não vai processar seus agressores.
"Sei quem me agrediu. Vi o rosto de cada um deles. Mas prefiro rezar por eles."
Padre Júlio Lancelloti foi espancado por monitores da Febem
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
Não foram só menores da Febem e monitores que saíram feridos da rebelião que durou mais de 7h na unidade Franco da Rocha (Grande SP).
O padre Júlio Lancelloti, da Pastoral do Menor e do Adolescente, também foi vítima da violência e descontrole emocional dos monitores da Febem, que estavam revoltados com a morte de um dos funcionários neste domingo.
Revoltados, os monitores distribuíram socos, pontapés e arrancaram os óculos de Lancelloti .
O carro que transportava Lancelloti para a Febem também foi destruído e teve os vidros estilhaçados pelos monitores, informou o padre.
"Entendo que a situação era muito complicada e todos estavam muito revoltados. Mas violência não se resolve com mais violência", disse.
Lancelloti disse que foi convidado pela própria Febem para conversar com os menores e tentar acalmar a rebelião.
Segundo ele, o carro que o transportava era da Febem e mesmo assim foi destruído pelos monitores.
A violência não atingiu apenas Lancelloti. O defensor dos Direitos Humanos, Ariel Castro, e os promotores de Justiça de Franco da Rocha também foram alvos da raiva dos monitores.
Apesar de ainda sentir dores, o padre afirmou que não vai processar seus agressores.
"Sei quem me agrediu. Vi o rosto de cada um deles. Mas prefiro rezar por eles."


