30/03/2001
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05h50
Um dos dois presos mortos durante a rebelião que acabou ontem em Ribeirão Preto teve seu coração arrancado, assado em um churrasco e comido com pinga, dentro da unidade.
Os detentos -Carlos Alberto Teixeira Almeida Teixeira, o Neto, e Luciano Rodrigues de Souza, o Teta- se opunham ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e faziam parte de grupos rivais -Teixeira, do CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade) e o outro, da CDL (Comissão Democrática de Liberdade).
"Nós recebemos essa informação de um agente penitenciário que estava como refém dentro da penitenciária. O coração foi assado e comido pelos presos, que também beberam a pinga que havia no local", afirmou o tenente-coronel da Polícia Militar Amilton Jair Módulo.
Segundo ele, durante a trégua nas negociações -entre 22h30 de anteontem e 7h de ontem-, via-se uma fumaça subir do interior da penitenciária,
que provavelmente era o churrasco.
Módulo disse que os dois detentos tiveram ainda as suas cabeças decapitadas e uma delas ficou exposta dentro da penitenciária, enfiada numa espécie de estilete.
"O estado dos corpos era assustador. Eles foram muito maltratados. Os olhos deles foram arrancados, além das mãos, que também foram decepadas", disse.
O policial afirmou que os detentos, revoltados, gritavam que os dois presos não mereciam viver.
"Foi uma das piores cenas que vi em meus 28 anos de carreira. Nunca havia presenciado nada com tanta brutalidade e violência", afirmou.
Os dois corpos só foram retirados da penitenciária por volta das 12h30 de ontem -as mortes ocorreram após as 22h30 de anteontem-, quando os agentes penitenciários, escoltados pela tropa de choque, realizaram uma revista geral em todas as celas.
Presos comeram coração de detento em Ribeirão, diz tenente
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da Folha RibeirãoUm dos dois presos mortos durante a rebelião que acabou ontem em Ribeirão Preto teve seu coração arrancado, assado em um churrasco e comido com pinga, dentro da unidade.
Os detentos -Carlos Alberto Teixeira Almeida Teixeira, o Neto, e Luciano Rodrigues de Souza, o Teta- se opunham ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e faziam parte de grupos rivais -Teixeira, do CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade) e o outro, da CDL (Comissão Democrática de Liberdade).
"Nós recebemos essa informação de um agente penitenciário que estava como refém dentro da penitenciária. O coração foi assado e comido pelos presos, que também beberam a pinga que havia no local", afirmou o tenente-coronel da Polícia Militar Amilton Jair Módulo.
Segundo ele, durante a trégua nas negociações -entre 22h30 de anteontem e 7h de ontem-, via-se uma fumaça subir do interior da penitenciária,
que provavelmente era o churrasco.
Módulo disse que os dois detentos tiveram ainda as suas cabeças decapitadas e uma delas ficou exposta dentro da penitenciária, enfiada numa espécie de estilete.
"O estado dos corpos era assustador. Eles foram muito maltratados. Os olhos deles foram arrancados, além das mãos, que também foram decepadas", disse.
O policial afirmou que os detentos, revoltados, gritavam que os dois presos não mereciam viver.
"Foi uma das piores cenas que vi em meus 28 anos de carreira. Nunca havia presenciado nada com tanta brutalidade e violência", afirmou.
Os dois corpos só foram retirados da penitenciária por volta das 12h30 de ontem -as mortes ocorreram após as 22h30 de anteontem-, quando os agentes penitenciários, escoltados pela tropa de choque, realizaram uma revista geral em todas as celas.

