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16/05/2001 - 03h40

Ambulante vê inchaço, mas teme a operação Reconstruir o Centro

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da Folha de S.Paulo

As lideranças dos camelôs reconhecem a superlotação de barracas no quadrilátero piloto do programa Reconstruir o Centro. Antes de apresentar o plano, a prefeitura se reuniu com eles. O clima entre marreteiros é de expectativa. Caso não se encontre alternativa para os que serão retirados, a resistência não será descartada.

O presidente do sindicato dos permissionários, Alcides Oliveira Franca, estima que cerca de 2.000 pessoas fiquem sem emprego caso todas as barracas sejam retiradas. Isso porque um ponto de venda emprega no mínimo duas pessoas.

A região tem grandes empresários ambulantes, que possuem funcionários e mais de duas barracas. "Se a fiscalização apertar, muitos terão de ficar com um ponto só, o que diminuirá muito o inchaço".

O sindicato chegou a negociar, por cerca de R$ 5 milhões, a compra do prédio da Mesbla para montar, no espaço, um shopping popular. "Seria ideal, pois acomodaria umas 600 barracas, mas o imóvel está sendo disputado judicialmente".

"A questão dos ambulantes está começando a ser discutida agora", considera Marco Antônio Maldonado, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal. "A simples decisão de retirar os ambulantes é uma visão higienista inadmissível. Se não houver propostas consistentes de realocação, será difícil evitar a resistência", completa.

Segundo ele, no tempo em que presidia o Instituto Florestan Fernandes, Marta Suplicy acompanhou a elaboração de vários projetos no setor, como o de shoppings populares.
 

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