Atendimento a mulheres alcoólatras aumenta em unidades de SP
VERENA FORNETTI
Colaboração para a Folha Online
Um levantamento divulgado pela Secretaria da Saúde mostra que o número de mulheres que procuraram tratamento para dependência do álcool nas unidades especializadas do Estado cresceu 77% entre 2004 e 2006.
O estudo levou em conta atendimentos feitos nos 43 Caps --ligados aos SUS (Sistema Único de Saúde)-- e no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas). Foram registrados 17.816 atendimentos em 2004 e 31.674 em 2006.
Os pacientes são encaminhados para os Caps pelos postos de saúde ou pelos médicos do programa Médico da Família, mantido por alguns municípios. Os centros são de responsabilidade das prefeituras.
Na cidade de São Paulo, o Cratod atende dependentes na chamada cracolândia (região central). Segundo Luizemir Lago, diretora do centro, apesar de os números apontarem um crescimento no número de mulheres que buscam tratamento, elas têm mais vergonha de procurar ajuda que os homens.
"A mulher tem a responsabilidade de cuidar da casa e, quando se envolve com álcool, perde o lugar na família. Ela fica desacreditada socialmente", diz Luizemir.
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