Gol admite que atribuir pane em avião a pássaro foi "precipitado"
da Folha Online, em Brasília
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, nesta terça-feira, o presidente da Gol, Constantino Oliveira Júnior, admitiu que a empresa se precipitou ao atribuir a pane em um vôo que ia de São Paulo para Montevidéu (Uruguai) a um pássaro.
O incidente aconteceu no último dia 22. Minutos depois de decolar, o Boeing 737/800 --que realizava o vôo 7486-- teve uma pane em uma das turbinas. Passageiros que estavam no avião relataram ter visto um "enorme fogaréu" e sentido um "forte tranco". O piloto voltou para o aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), de onde havia partido. Não houve feridos.
No dia seguinte, a Gol explicou o acidente em uma nota, dizendo que o problema havia sido causado por um pássaro e que "não houve interrupção do funcionamento da turbina, e o pouso em Guarulhos foi feito em condições normais". Na quinta-feira, o presidente da CPI do Apagão do Senado, Tião Viana (PT-AC), à comissão requerimento de convocação de Constantino Junior.
"É precipitado afirmar que o problema foi provocado pela ingestão de um pássaro naquele momento. Nem sempre o efeito é imediato. Mas a manutenção da aeronave e das turbinas estavam em dia", justificou o presidente da Gol hoje.
A própria Gol divulgou que a pane teria sido provocada pela entrada de um pássaro na turbina. Reportagem publicada pela Folha ouviu técnicos e engenheiros de vôos que atribuem a causa da pane a um "stall de compressor" --termo técnico utilizado para explicar que, com o motor da aeronave em alta potência, ou com pouco menos força e em turbulência a grande altitude, pode haver entradas diferentes de ar nas turbinas.
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