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Cotidiano
30/05/2007 - 16h12

Médico acusado de matar namorada deixa cadeia em São Paulo

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da Folha Online

O cirurgião Farah Jorge Farah deixou a carceragem do 13º Distrito Policial (Casa Verde), na zona norte de São Paulo, --onde ficou preso por quatro anos. Ele é acusado de matar e esquartejar a paciente e ex-namorada Maria do Carmo Alves em janeiro de 2003 e foi beneficiado por um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal), na terça-feira (29).

Ele deixou a delegacia por volta das 14h, de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública). A delegacia é a responsável por abrigar presos com formação superior.

No pedido de liberdade, o advogado de Farah, Roberto Podval, argumentou que não há motivos para ele ser mantido preso preventivamente. "Não há risco de fuga, nem há mais clamor público", disse o advogado.

02.fev.2003/Folha Imagem

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes, relator do processo, acatou o argumento. Para o ministro, a prisão de Farah estava pautada apenas no modo como o crime foi cometido e "na comoção social que a gravidade do delito causou na sociedade paulistana".

Dos cinco ministros que votaram, apenas Joaquim Barbosa foi contra a decisão do relator. Eros Grau, Cezar Peluso e Celso de Mello acompanharam o voto do relator.

Laudo

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Farah ainda não tem julgamento marcado. Em novembro, ele passou por exame de sanidade mental feito pelo Imesc (Instituto de Medicina Social e Criminológica de São Paulo). Em fevereiro, o instituto solicitou um exame complementar. O laudo ainda não foi concluído.

O crime ocorreu na clínica de Farah, em Santana (zona norte de São Paulo). Ele confessou ter matado e esquartejado Alves. Partes do corpo dela foram encontradas embaladas em sacos de lixo plásticos, escondidos no porta-malas do carro do cirurgião.

 

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