Metroviários entram em greve na quinta-feira em São Paulo
da Folha Online
Os metroviários de São Paulo decidiram nesta quarta-feira que entrarão em greve a partir da 0h desta quinta (14) por tempo indeterminado. A categoria está em campanha salarial e não entrou em um acordo com o governo do Estado durante uma reunião realizada hoje.
Ao menos 2,2 milhões de pessoas usam o Metrô diariamente, segundo pesquisa da empresa que administra o sistema.
De acordo com o Sindicato dos Metroviários, a categoria pede um reajuste de 13,38% e mais uma pauta com 92 itens de reivindicações como realização de concurso, jornadas e salários iguais para as mesmas funções e 36 horas de trabalho semanal para as funções operacionais --o sindicato alega que trabalhadores foram contratados para estes cargos para trabalhar 40 horas.
A proposta do governo para o reajuste é de 3,37%, que não foi aceita pelo sindicato. O órgão convocou uma assembléia para as 18h30 de hoje, onde a categoria optou pela greve.
A paralisação deve ocorrer a partir da 0h de amanhã. No final da tarde desta quinta, por volta das 18h, afirmou o sindicato, uma assembléia será realizada para a avaliação do movimento. De acordo com a análise dos trabalhadores, a paralisação pode continuar.
Para mobilizar a categoria, alguns metroviários estão usando coletes e botons. O sindicato, por sua vez, realizou manifestações.
O Metrô de São Paulo informou que vai se manifestar quando for informado oficialmente sobre a paralisação.
Demissões
No último dia 22, os metroviários desistiram de paralisar as atividades após aceitarem a proposta do governo de readmitir três diretores sindicais e manter o afastamento de outros dois para investigações. Os sindicalistas foram demitidos após a paralisação do dia 23 de abril contra a emenda 3 --incluída por parlamentares na lei que criou a Super Receita e vetada pelo presidente Lula.
Na época, o sindicato afirmou que a categoria desistiu da paralisação, mas continuaria a brigar para obter o cancelamento das punições que serão aplicadas sobre os diretores sindicais.
O cancelamento das punições está na lista de reivindicações da categoria na campanha salarial.
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