Metrô pára, afeta 3 milhões e provoca congestionamento recorde em São Paulo
da Folha Online
A greve dos metroviários --que estão em campanha salarial-- provocou caos no trânsito de São Paulo, na manhã quinta-feira. Às 9h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 172 km de vias com problemas na cidade, o maior índice do ano no período da manhã. Às 10h, eram 147 km de vias com problemas, enquanto a média para o período é de 64 km. O rodízio de veículos está suspenso durante todo o dia.
O metrô transporta diariamente cerca de 3 milhões de pessoas. Para tentar minimizar o problema, a Secretaria Municipal de Transportes acionou o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) --que envolve ônibus municipais e metropolitanos e trens.
A lentidão é grande nas principais vias da cidade. De acordo com a CET, a melhor opção para o motorista que segue da zona leste para o centro é utilizar a rua da Mooca, que apresenta melhores condições de tráfego que a avenida Radial Leste.
Da zona norte para o centro ou zona sul, a melhor alternativa é o corredor das avenidas Santos Dumond, Tiradentes e Prestes Maia, pois o tráfego é ruim nas avenidas Cruzeiro do Sul e do Estado.
Antes, o recorde de lentidão do ano no período havia sido registrado no dia 27 de abril, reflexo da chuva. Na ocasião, às 9h30, a cidade registrou 166 km de vias com problemas. O recorde histórico no período da manhã foi registrado em 4 de novembro de 2004, com 191 km de vias com problemas, devido à chuva e alagamentos.
Rodízio
Devido à greve, o rodízio de veículos está suspenso nesta quinta. Com isso, carros com placas finais 7 e 8 podem circular sem restrições na cidade.
O rodízio restringe o tráfego no chamado centro expandido durante os horários de pico --das 7h às 10h e das 17h às 20h--, por dia da semana, de acordo com o fim da placa do carro.
Greve
A paralisação dos metroviários foi decidida em assembléia ocorrida na noite de quarta-feira (13). A pauta de reivindicações inclui a reintegração de dois diretores do sindicato demitidos após protesto em abril. A categoria também quer correção dos salários pelo ICV-Dieese (3,09%) e aumento real de 9,98%. A data-base é 1º de maio.
A proposta de reajuste enviada pelo Metrô foi de 3,37%. Durante a madrugada desta quinta, representantes do sindicato se reuniram com o secretário estadual dos Transportes, José Luiz Portella, e ouviram uma contraproposta que prevê reajuste de 4,35% para os salários e de 3,09% para os benefícios. No encontro, que terminou às 3h20, os metroviários concordaram em diminuir de 96 para 20 o número de reivindicações, e o secretário se comprometeu a avaliá-las.
Nesta quinta, os metroviários voltam a se reunir em assembléia para avaliar se voltam ao trabalho. Caso a categoria decida encerrar a greve, a expectativa é que os trens voltem a circular depois das 13h30 --antes, a expectativa era de uma solução até o final da manhã.
Leia mais
- Metroviários decidem em assembléia suspender greve em São Paulo
- Greve de metroviários gera recorde de lentidão do ano em SP; são 172 km
- Saiba o que muda nas linhas de ônibus durante a greve do metrô
- Metrô amanhece fechado em São Paulo; problema afeta 3 milhões
- Prefeitura suspende rodízio em SP devido à greve dos metroviários
- Folha Explica mostra a beleza caótica de São Paulo
Especial

