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Cotidiano
19/06/2007 - 21h24

Controladores de tráfego aéreo do Cindacta-1 fazem operação-padrão "velada"

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da Folha Online

A suspensão das decolagens nos aeroportos do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do maior espaçamento dos vôos em São Paulo e Brasília seria uma operação-padrão "velada" dos controladores de tráfego aéreo do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). A Folha Online apurou que os controladores alegam problemas nos consoles (monitores) de controle de vôos de Brasília para o Rio e São Paulo. Os controladores negam a operação.

Durante o tempo em que os técnicos do Cindacta-1 fazem os ajustes, somente um de quatro consoles de controle dos vôos da região funcionam. Com isso, o Cindacta foi obrigado a diminuir o tráfego nessas regiões, incluindo Minas Gerais.

O protesto seria uma reação às informações não confirmadas de que a Aeronáutica irá punir um número maior de controladores pelo motim do dia 30 de março e ganhou força com a decisão do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, de prorrogar o prazo de conclusão do Inquérito Policial Militar. O IPM já havia sido concluído, mas foi reaberto.

Conforme a Folha Online apurou que os controladores alegam que a visualização dos consoles estaria prejudicada. Os equipamentos estariam com as imagens "embaçadas", sem nitidez. Com isso, os profissionais alegam que não há segurança para trabalhar em tais condições.

No entanto, ao chegarem para o reparo nos consoles, os técnicos não encontram o defeito.

O comando da Aeronáutica informou, por meio da assessoria de imprensa, que os técnicos trabalham para solucionar o problema e diz acreditar que até o final da noite os transtornos sejam resolvidos.

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo e Associação Brasileira, Jorge Botelho, negou que a categoria esteja fazendo uma operação padrão. Segundo ele, o problema ocorre devido a uma pane na torre de Três Marias (MG).

"A partir do momento que não temos uma operação por radar, é feita a operação convencional, com auxílio dos aparelhos", disse o sindicalista.

Ele disse que equipamentos como consoles --espécie de monitores que visualizam os dados do radar-- e o sinal recebido pela torre apresentaram problemas e devido a isso a comunicação é interrompida.

A Aeronáutica negou o problema e alega que a pane no radar ocorreu no fim de semana e que, em caso de falha, os radares são sobrepostos, ou seja, quando um equipamento está em manutenção logo outro é direcionado para cobrir aquela área.

A Infraero (estatal que administra os aeroportos) confirmou a suspensão de partidas em Minas e no Rio e o espaçamento --de 30 minutos-- nas decolagens de São Paulo e Brasília.

Em todos os aeroportos do país, até as 18h30 desta terça-feira, 12,7% dos vôos programados registraram atrasos.

Somente em Congonhas, segundo a Infraero, 27 vôos tem atraso maior que 45 minutos. A estatal informou que não há previsão para a volta da normalidade nos terminais.

Com Folha de S.Paulo

 

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