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Cotidiano
20/06/2007 - 13h51

Após crise, brigadeiro confirma troca de monitores no Cindacta-1

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, confirmou em audiência na CPI do Apagão Aéreo do Senado que dez monitores de controle de vôos do Cindacta-1, em Brasília (DF), foram trocados nesta quarta-feira. Ontem (19), todas as decolagens nos aeroportos do Rio e de Minas chegaram a ser suspensas. Em São Paulo e em Brasília, o espaçamento dos vôos foi estendido para 30 minutos.

De acordo com os controladores de tráfego aéreo do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), foi necessário suspender algumas decolagens e aumentar o espaçamento entre os vôos devido a falhas técnicas nos monitores. Para o Comando da Aeronáutica, os controladores não pararam por motivos técnicos, mas sim para protestar contra os rumores de que a corporação irá punir um número maior de profissionais pelo motim do dia 30 de março.

Na audiência, o brigadeiro afirmou que a troca dos monitores já estava prevista para esta quarta. "Sempre vamos cuidar da segurança. Não podemos correr riscos." Ele disse ainda que não fará "especulações" sobre a realização de uma operação-padrão por parte dos controladores, mas ressaltou: "Era de conhecimento de todos que haveria a troca."

Para a Aeronáutica, a estratégia dos operadores passaria por solicitar várias vezes ao dia ajustes nas telas dos consoles. Durante o tempo em que os equipamentos estão em manutenção, não há permissão para que os aviões daquele setor decolem ou aterrissem, o que provoca atraso nos vôos.

À CPI, Cardoso afirmou ainda que, até 2008, os monitores de todos os Cindactas do país devem ser trocados. As próximas trocas ocorrerão em Curitiba e em Recife.

Segundo a Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), que representa 11 entidades de controladores de tráfego aéreo, os monitores têm vida útil média de 6 a 7 anos, mas os do Cindacta-1 estão em uso há ao menos dez anos.

Conforme balanço divulgado pela Infraero (estatal que administra os aeroportos), de todos os 594 vôos programados no país da 0h às 10h desta quarta-feira, mais de 20% tiveram atrasos superiores a uma hora.

 

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