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Cotidiano
20/06/2007 - 18h57

Pane pára aeroportos durante 34min; atrasos chegam a 25% dos vôos

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

Uma queda na freqüência do sistema nos Cindactas (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) provocou pane na comunicação em quase todos os aeroportos administrados pela Infraero (estatal que administra os aeroportos) no país e voltou a elevar o índice de atrasos registrados nos pousos e decolagens dos aviões.

Segundo informações da assessoria de imprensa da estatal, a pane teria ocorrido às 17h14 desta quarta-feira. Das 17h14 às 17h48 apenas os aeroportos de Goiânia (GO) e Palmas, no Tocantins, operaram. Os demais tiveram as suas atividades suspensas no período.

Às 17h48, ainda segundo a Infraero, as operações voltaram ao normal nos aeroportos localizados nas regiões Norte e Nordeste do país. Apenas uma hora e 14 minutos depois, às 18h28, as operações estavam normalizadas em todos os aeroportos administrados pela estatal, no entanto, foi determinado pela Infraero um espaçamento mínimo de pelo menos dez minutos entre as aeronaves.

A assessoria de imprensa do comando da Aeronáutica em Brasília (DF) foi procurada para comentar o assunto, no entanto, não havia dado resposta até as 18h40 de hoje.

Atrasos

Ainda de acordo com informações da estatal, dos 1.484 vôos programados da 0h às 18h30 desta quarta-feira, 25,1% (373) registraram atrasos com mais de uma hora. Outros 85 (5,7%) foram cancelados.

O aeroporto de Guarulhos (Grande São Paulo) apresentou 51 vôos (30,9% do total) com atrasos e outros 11 (6,6%) foram cancelados. Em Congonhas (zona sul de São Paulo), 14,4% do total dos vôos (32) apresentaram atrasos com mais de uma hora, e outros 2,2% foram cancelados.

Em Minas Gerais, o aeroporto de Confins registrou 17 vôos com atrasos (30,9% do total), e outros 5 (9%) foram cancelados até as 18h30 de hoje. No aeroporto de Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, dos 139 vôos programados para o período, 25 (17,9%) registraram atrasos superiores a uma hora e outros 18 (12,9%) foram cancelados.

Operação padrão

Na terça-feira (19), os controladores alegaram haver falhas técnicas na visualização dos consoles (monitores) de controle de vôos de Brasília para o Rio e São Paulo, conforme apurou a Folha Online. No entanto, os técnicos da Aeronáutica não encontraram as falhas.

De acordo com os controladores de tráfego aéreo do Cindacta-1, foi necessário suspender algumas decolagens e aumentar o espaçamento entre os vôos devido às falhas.

Em nota, a Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), que representa 11 entidades de controladores de tráfego aéreo, afirmou que as falhas ocorreram por causa do "desgaste natural dos equipamentos [monitores], que estão em uso além de sua vida útil". Segundo a Febracta, os monitores tem vida útil média de 6 a 7 anos, mas os do Cindacta-1 estão em uso há ao menos 10 anos.

O diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, confirmou em audiência na CPI do Apagão Aéreo do Senado que dez monitores de controle de vôos do Cindacta-1, em Brasília (DF), foram trocados nesta quarta-feira.

colaborou a Folha de S. Paulo

 

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