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Cotidiano
22/06/2007 - 08h18

Aeroportos de SP operam com maior intervalo nos vôos; é o 4º dia de problemas

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da Folha Online

Os dois grandes aeroportos de São Paulo amanheceram sob esquema de espaçamento de vôos, mais uma vez, nesta sexta-feira. É o quarto dia consecutivo de problemas nos terminais.

O espaçamento ocorre quando o controle de tráfego aéreo nacional impõe um intervalo mínimo entre as decolagens que é maior que o normal. No aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, às 7h40 desta sexta, os vôos para o Nordeste e para Belo Horizonte saíam a cada 30 minutos, de acordo com a Infraero (estatal que administra os aeroportos). No aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, grande São Paulo), os vôos também para o Nordeste saíam a cada 20 minutos.

Em Congonhas havia cinco pousos e quatro decolagens atrasados em mais de uma hora, às 7h40. Em Guarulhos, no mesmo horário, havia nove pousos e 11 decolagens atrasados em mais de uma hora.

No Rio, a situação era normal nos aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, ainda na manhã desta sexta. Em Brasília também não havia registro de atrasos.

Os aeroportos de São Paulo operam em seqüenciamento desde a manhã de quinta-feira (21). O aeroporto de Brasília também chegou a admitir a operação, ontem. À noite, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou, em nota, que o excesso de tráfego aéreo levou à restrição de decolagens em São Paulo e no Rio.

A Folha Online apurou que controladores de tráfego aéreo reclamaram novamente de falhas nos consoles e falta de segurança no trabalho, na quinta-feira. Sem dar detalhes sobre o funcionamento dos equipamentos ao longo do dia, a Aeronáutica informou, às 19h, que o Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), com sede em Brasília, funcionava "com o número de consoles previsto".

Problemas no tráfego aéreo

Na terça (19), todas as decolagens nos aeroportos do Rio e de Minas foram suspensas e o espaçamento entre vôos de São Paulo e Brasília foi estendido para 30 minutos. Segundo os controladores de tráfego aéreo, as medidas --que iniciaram a atual série de atrasos-- foram necessárias devido a uma falha nos monitores do Cindacta-1. Os equipamentos tiveram que ser substituídos. Para a Aeronáutica, o que houve foi uma operação-padrão "velada".

No final da tarde de quarta (20), as operações de pouso e decolagens foram prejudicadas por uma queda nas freqüências que deixou o Cindacta-1 sem comunicação. O problema foi atribuído a uma falha da Embratel. A empresa afirma que ainda faz uma avaliação técnica dos sistemas que atendem a Infraero para, depois, se pronunciar.

Também na quarta, a Aeronáutica determinou a prisão administrativa do controlador de tráfego aéreo Carlos Trifilio, de São Paulo, por conceder entrevistas à imprensa. A decisão gerou tensão entre os colegas. No entanto, profissionais ouvidos pela Folha Online negam que tenham programado a chamada operação-padrão como forma de protestar contra a medida.

Trifilio é presidente da Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo). De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), a detenção foi determinada porque o controlador é um militar e precisa de autorização para falar a qualquer veículo de comunicação. Sua defesa afirma que apresentará à Justiça Militar um mandado de segurança para tentar reverter a prisão.

 

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