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Cotidiano
28/06/2007 - 10h56

Agressores de doméstica são suspeitos em outros casos

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da Folha de S.Paulo, no Rio

O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto anunciou ontem a decisão de indiciar por formação de quadrilha os cinco acusados de espancar a doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto. "Há indícios de que vinham fazendo rotineiramente essa conduta, espancando pessoas e tomando seus pertences. Mulheres da orla, que normalmente vivem da prostituição."

Felippe de Macedo Nery Neto, 20, Rodrigo Bassalo, 21, Leonardo de Andrade, 19, Rubens de Arruda Bruno, 19, e Júlio Junqueira, 21, já foram indiciados por tentativa de latrocínio. O delegado disse, porém, não saber quando e onde ocorreram as agressões anteriores. De concreto, afirmou que os jovens se envolveram numa briga meia hora após o espancamento da doméstica, no sábado.

O caso ocorreu numa praça na Barra da Tijuca (zona oeste). Funcionários de um posto de gasolina disseram ontem que um grupo de jovens agrediu a chutes um rapaz às 5h de sábado. Por fotos, eles reconheceram Leonardo e Rubens.

O taxista que testemunhou a agressão a Sirlei e anotou a placa do veículo depôs de manhã. Chorou várias vezes, segundo o delegado. Ele pediu para não ter o nome divulgado. Hoje, a polícia deve ouvir um sexto jovem que estaria no carro.

Ameaças

Isolados em uma sala apertada, os cinco jovens acusados de espancar Sirlei foram ameaçados de morte, segundo a própria polícia, na primeira noite na carceragem da Polinter (Polícia Interestadual) no Grajaú (zona norte).

Logo ao chegar no prédio, anteontem à tarde, os acusados foram separados dos demais presos, que, aos gritos, ameaçavam matá-los a pancadas. Ninguém da Polinter quis comentar o isolamento dos jovens.

O crime revoltou a comunidade carcerária --há cerca de 500 detentos que ocupam uma área construída para abrigar pouco mais de cem.

 

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