Polícia identifica mais oito vítimas de confrontos no complexo do Alemão
da Folha Online
Mais oito dos 19 mortos na megaoperação no complexo do Alemão (zona norte do Rio) na quarta-feira (27) foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal). Mesmo com a afirmação do governo de que todos as vítimas seriam criminosos, a Polícia Civil não soube informar quais os antecedentes criminais dos mortos identificados.
Nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a ação e disse que esse tipo de operação sempre traz "estresse" para as comunidades. Dezenas de pessoas ficaram feridas com balas perdidas e cerca de 4.700 alunos de escolas da região ficaram sem aula por conta dos conflitos.
A megaoperação realizada contou com 1.350 homens das polícias Civil e Militar e da FNS (Força Nacional de Segurança). Foi a maior mobilização de policiais para combate ao tráfico em uma área do Rio. A justificativa para a ação foi o cumprimento de mandados de prisão na região do complexo, além da apreensão de drogas e armas.
As famílias das vítimas dos confrontos acusaram a polícia de ter matado inocentes e feridos já sem possibilidade de reação. Três adolescentes de 13, 14 e 16 anos estão na lista oficial dos mortos por policiais.
Na quinta-feira o IML identificou nove dos 19 mortos. Foram identificados Bruno de Paula Gonçalves, 20, Bruno Rodrigues Alves, 21, Bruno Vianna Alcântara, 22, D. S. L., 14, Emerson Goulart, 26, Geraldo Batista Ribeiro, 41, José da Silva Farias Júnior, 18, L. S. G., 13, e M. V. S., 16.
Nesta sexta-feira foram identificados mais oito vítimas: Marcelo Luiz Madeira, 27, Paulo Eduardo dos Santos,18, Alexandro José de Almeida, Jairo César da Silva Caetano, 28, Rafael Bernardino da Silva, 20, Luiz Eduardo Severo Madeira, 35, Uanderson Gandra Ferreira, 27, e Kleber Mendes.
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