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Cotidiano
03/07/2007 - 03h13

Passageiros se recusam a deixar aeronave da TAM em Guarulhos

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MARTHA ALVES
da Agência Folha

Ao menos 70 pessoas se recusam a deixar uma aeronave da TAM que está na pista do aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana). O vôo 3324, com cerca de 180 passageiros e que deveria ter partido às 20h45 para Fortaleza (CE), continua na pista e os passageiros não têm previsão de nova data ou horário de embarque. Por volta das 2h, os passageiros sequer tinham recebido o serviço de bordo ou mesmo água.

Segundo a economista Ana Carla Fonseca, que viajava para uma reunião no governo do Ceará marcada para as 8h desta terça-feira, depois de uma hora de atraso e quando começava a manobrar a aeronave o piloto avisou que precisava parar porque uma fechadura blindada deveria ser trocada para outro vôo internacional. "Quinze minutos se passaram e o piloto avisou que não decolaria mais porque passava das 22h e o aeroporto estava fechado", explica Carla.

O gerente de equipamentos, Rodrigo Viola Machado, que retornava para Fortaleza, disse que se recusa a deixar a aeronave porque a TAM oferece hotel apenas para os passageiros que estão em conexão, e paga táxi para quem vai retornar para casa.

Machado reclama ainda que a direção da TAM não se posiciona sobre qual seria a nova data de embarque e apenas pede para que os passageiros se dirijam a check-in ou liguem para o 0300 para remarcar o vôo. "Algumas pessoas que desceram da aeronave ligaram no meu celular alertando para não deixar o avião porque está uma confusão no check-in da companhia e não estão fazendo a remarcação", afirma Machado.

O jornalista Douglas Doniseti dos Santos, que iria participar de um conferência em Fortaleza, recolheu assinaturas dos outros passageiros para mover uma ação pública contra a TAM pela falta de respeito com os passageiros. "A gente está desde as 20h45 sem alimentação ou água e com 4 crianças a bordo", reclama Santos.

O jornalista diz que os passageiros que insistem em ficar na aeronave correm o risco de serem tirados à força, mas que ninguém deixará o avião enquanto não houver uma nova data e horário de vôo. "O problema é que se deixarmos o avião também corremos o risco de ficar esperando por horas no aeroporto e sem nenhuma informação, como os outros 110 passageiros que deixaram o avião", enfatiza Santos.

 

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