Crise no aeroporto de Cumbica antecede Pan e obras
GABRIELA MANZINI
da Folha Online
O aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana), suspendeu pousos e decolagens entre o fim da noite de segunda e a manhã desta terça. Os problemas, atribuídos pela Infraero à neblina, causa atrasos em série e causa reflexos na malha aérea nacional a poucos dias dos Jogos Pan-Americanos --que começa no próximo dia 13 no Rio-- e duas semanas antes da interdição de uma das pistas do terminal para obras de recuperação.
Na segunda-feira, em entrevista à Folha Online, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos), afirmou que a chegada e saída das equipes envolvidas nos jogos seria tranqüila e que a reforma da pista não afetaria o funcionamento do terminal.
"As pistas de pouso e decolagens de Cumbica são muito próximas. Elas normalmente não podem ser usadas ao mesmo tempo", disse.
De acordo com o brigadeiro, mesmo durante as obras, não será necessário desviar vôos para, por exemplo, Congonhas (zona sul de São Paulo) e Viracopos (em Campinas - 95 km a noroeste de São Paulo).
O brigadeiro voltou a criticar as companhias aéreas que operam no Brasil por concentrarem vôos em determinados horários e por realizarem muitas escalas. "Não podemos esperar qualidade quando as empresas vendem passagens a R$ 80 e usam o mesmo avião para viajar de Porto Alegre [RS] a Macapá [AP]."
No total, as obras de recuperação das duas pistas de pousos e decolagens de Cumbica e a construção de novas pistas de táxi aéreo custarão R$ 300 milhões.
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