Passageiros passam a noite em Cumbica e reclamam de atrasos
GABRIELA MANZINI
da Folha Online
Os passageiros enfrentam filas e atrasos, nesta terça-feira, no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana). Os balcões da American Airlines, Iberia, Alitalia e da TAM permaneciam com longas filas no começo da tarde, horário em que o movimento nos saguões do terminal costuma diminuir.
Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), os problemas são resultado do nevoeiro, que suspendeu pousos e decolagens no terminal entre as 22h20 de segunda (2) e o começo da manhã desta terça. As decolagens foram retomadas às 5h04, com auxílio de instrumentos, e os pousos, às 6h44.
Até as 13h, os atrasos superiores a uma hora afetaram 154 dos 252 vôos programados para o terminal. Ao menos dez partidas internacionais tiveram atrasos superiores a 17 horas. São vôos que deveriam ter decolado na noite de segunda, mas foram remarcados para a tarde desta terça.
É o caso de um vôo da American Airlines para Miami (EUA), que deveria ter decolado às 22h45, mas foi remarcado para as 14h de hoje e, depois, para as 15h. Os passageiros relataram à Folha Online que, na noite de ontem, ficaram cinco horas dentro da aeronave à espera da decolagem. Eles dizem que tiveram a bagagem devolvida apenas às 3h.
"Disseram que poderíamos passar a noite em um hotel, mas quando chegamos lá, soubemos que tínhamos que pagar para, depois, pedir reembolso à companhia", afirma a atriz e cantora Nayla Paschoa, 24. Ela pagou R$ 85 ao hotel Express Inn pela diária. A American Airlines afirma que irá reembolsá-la com depósito em conta corrente na próxima semana.
A longa espera também atrapalhou os planos da decoradora Cláudia Villa Real, 38, e do marido dela, que viajam com a filha de 15 anos e uma amiga da menina para Nassau (Bahamas). A decoradora afirma ter usado a sala VIP de uma empresa de cartão de crédito. "Consegui acomodar as meninas para que dormissem um pouco", afirmou.
Ela reclama de ter passado a noite no aeroporto e de não ter recebido assistência --como alimentação-- enquanto permaneceu com a família no avião. "A aeromoça dizia apenas que não poderia servir nada e que deveríamos esperar pelo café da manhã."
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