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Cotidiano
04/07/2007 - 09h20

Empresas aéreas e governo entram em atrito

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da Folha Online

No quinto dia seguido de atrasos em vôos por todo o país, as empresas aéreas brasileiras mostraram ontem que não pretendem reduzir a concentração de vôos em horários de pico nem as horas de uso de cada aeronave como alternativa para solucionar a rotina de caos nos aeroportos, revela reportagem (íntegra só para assinantes) publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

"Em reunião com diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e representantes do Comando da Aeronáutica, as empresas alegaram que fizeram investimentos nos últimos anos para atender o crescimento da demanda, mas que o governo não fez os aportes necessários em infra-estrutura para garantir o atendimento", afirma o texto.

Uma das principais críticas feitas às empresas aéreas é referente ao aumento das horas de utilização de cada aeronave e a operação de diversos trechos em seqüência. Quando ocorre atraso em um trecho, isso afeta todo o percurso com um efeito em cascata.

"A mudança na forma de utilização das aeronaves é resultado de um cenário de maior concorrência e busca por redução de custos. Desde 1999, mais de 40 aeroportos do país deixaram de ser servidos por vôos regulares. Os 15 principais aeroportos concentram 73% dos vôos", observa a Folha.

A Anac é o órgão regulador do setor. O argumento das companhias é que, apesar disso, a agência não tem o direito de impor uma mudança na estrutura de vôos.

 

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