Mais da metade dos vôos em Guarulhos apresentam problemas
da Folha Online
Os passageiros que utilizam o aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana), voltam a enfrentar problemas para embarcar nesta quarta-feira. Segundo registros da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), mais da metade das partidas programadas da 0h às 13h50 apresentam problemas.
A estatal afirma que os atrasos são reflexo do nevoeiro que atingiu a região. No início da manhã, o terminal operou com auxílio de instrumentos, devido à neblina.
Das 110 partidas previstas no período da 0h às 13h50, 56 tiveram problemas, sendo 10 canceladas e outras 46 com atrasos superiores a uma hora, segundo balanço da empresa.
Apesar do agravamento do atraso no número de vôos, os terminais não apresentam tumultos. Ontem, os atrasos e a espera para check-in irritaram os passageiros. Os problemas foram atribuídos pela estatal à neblina, que interrompeu as operações no aeroporto entre a noite de segunda e o começo da manhã de terça.
O superintendente regional do Sudeste da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), Edgard Brandão Júnior, afirmou na terça que a situação dos aeroportos somente deverá se regularizar na próxima sexta-feira (6). 'Isso irá depender, entretanto, se o aeroporto não tiver nenhum nevoeiro que atrapalhe a visibilidade e a partida e pouso das aeronaves.'
A situação no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) é considerada tranqüila. Dos 104 vôos programados entre a 0h e as 12h, oito tiveram atrasos e nove foram cancelados. Os aeroportos do Rio, Galeão e Santos Dumont, também operam normalmente para pousos e decolagens, segundo as empresas. Hoje pela manhã os aeroportos precisaram operar por instrumentos, mas não chegou a criar problemas nas operações.
Em geral a situação dos aeroportos do país --excetuando Guarulhos era tranqüila. Dos 775 vôos programados da 0h às 12h, 120 (15,4) tiveram atrasos e 46 foram cancelados, ou 5,9% do total.
Direitos
A recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é para que os passageiros prejudicados cobrem seus direitos na Justiça. Para isso, devem guardar notas fiscais de lanches, táxis ou gastos com hospedagem.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) criou uma campanha 'Apagão aéreo: exija respeito e o fim da crise!'. O instituto disponibiliza em seu site um modelo de ação que pode ser preenchido pelo próprio interessado, sem necessidade de auxílio de um advogado.
A Fundação Procon disponibiliza em seu site uma cartilha elaborada em dezembro de 2006 dando orientações ao consumidor. Com quatro páginas, é possível inclusive imprimi-la, dobrá-la e mantê-la na carteira.
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