Aeroportos operam normalmente; Infraero diz ter poucos atrasos
da Folha Online
Depois de um início de semana marcado por filas e atrasos em aeroportos --principalmente em São
Paulo--, os terminais operam normalmente nesta quinta-feira. O movimento de passageiros é normal nos saguões dos terminais de São Paulo e do Rio.
No aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana), a Infraero registra atrasos em quatro das 54 decolagens programadas para ocorrer da 0h às 9h. Três vôos foram cancelados. Nos últimos dias, a neblina prejudicou as operações, causou atrasos em série e longas filas nos saguões.
Em Congonhas (zona sul de São Paulo), quatro das 58 partidas atrasaram e dois vôos foram cancelados.
A situação também é considerada normal nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio.
Relatório parcial da CPI do Apagão Aéreo do Senado, apresentado na quarta-feira (4), aponta a deficiência técnica de equipamentos e a subestimação do crescimento do tráfego aéreo, entre outros pontos, como causas da crise nos aeroportos que se arrasta há nove meses.
O relator Demóstenes Torres (DEM-GO) sugeriu 16 medidas para melhorar os atuais problemas enfrentados pelos passageiros, entre elas a adoção de uma forma diferenciada de cobrança das tarifas aeroportuárias que leve em conta a saturação de cada aeroporto; a revisão das linhas aéreas que têm como origem ou destino áreas já congestionadas; e o maior número de equipamentos de controles do tráfego aéreo.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que recebeu as sugestões e que estão em consonância com seus estudos e ações, trabalhadas em conjunto com companhias aéreas, com Aeronáutica e com a Infraero (estatal que administra os aeroportos).
Transtornos e direitos
Nesta semana, passageiros enfrentaram longa espera nos terminais --a situação foi mais grave na terça-feira (3). Em São Paulo, muitos até dormiram no aeroporto de Cumbica. Os problemas foram atribuídos ao governo às condições meteorológicas, que interromperam pousos e decolagens.
Entre a noite de segunda e o começo da manhã de terça, a neblina, de acordo com a Infraero, suspendeu as operações no aeroporto. Os problemas afetaram vôos domésticos e internacionais. Com os atrasos, passageiros protestaram.
A recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é para que os passageiros prejudicados cobrem seus direitos na Justiça. Para isso, devem guardar notas fiscais de lanches, táxis ou gastos com hospedagem.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) criou uma campanha "Apagão aéreo: exija respeito e o fim da crise!". O instituto disponibiliza em seu site um modelo de ação que pode ser preenchido pelo próprio interessado, sem necessidade de auxílio de um advogado.
A Fundação Procon disponibiliza em seu site uma cartilha elaborada em dezembro de 2006 dando orientações ao consumidor. Com quatro páginas, é possível inclusive imprimi-la, dobrá-la e mantê-la na carteira.
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