Condenados por furto ao BC terão de pagar multa de R$ 33,2 milhões
KAMILA FERNANDES
da Agência Folha
Além de cumprir penas de até 53 anos de prisão, os primeiros condenados por envolvimento no furto ao Banco Central, em Fortaleza, terão de pagar multas que, somadas, chegam a R$ 33,2 milhões. Caso não façam o pagamento, serão considerados devedores da dívida ativa da União e podem ter bens penhorados.
O crime foi em agosto de 2005. Foram levados R$ 164,7 milhões da caixa-forte do banco, por um túnel de 80 metros escavado a partir de uma casa alugada pela quadrilha. Até hoje, foram recuperados cerca de R$ 20 milhões --12% do total.
Os condenados ainda podem recorrer da sentença do juiz da 11ª Vara Federal, Danilo Fontenelle Sampaio. A maioria foi condenada por formação de quadrilha, furto qualificado, lavagem de dinheiro e uso de documentação falsa.
Nessa primeira fase de julgamentos, onze pessoas foram condenadas e apenas uma foi absolvida por falta de provas. Entre os que pegaram penas de 53 anos de prisão está o cearense Antônio Edimar Bezerra, preso em Fortaleza com R$ 12 milhões do furto, dinheiro que havia enterrado. Ele também foi condenado a pagar R$ 4,3 milhões de multa.
A maior multa, de R$ 4,5 milhões, terá de ser paga pelo mineiro Flávio Augusto Mattioli, condenado a 21 anos e sete meses de prisão, e pelo paulista Marcos Ribeiro Suppi, condenado a 25 anos e sete meses.
Além dos 11 condenados, há outros 22 acusados de participação no furto à espera de julgamento.
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