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Cotidiano
06/07/2007 - 14h02

Técnicos analisam laudos de mortos no complexo do Alemão

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da Folha Online

O Ministério Público encaminhou nesta sexta-feira para o GAT (Grupo Técnico da instituição) os laudos cadavéricos de mais de 40 pessoas mortas durante confrontos entre policiais e criminosos no complexo do Alemão (zona norte do Rio).

De acordo com levantamento da Promotoria, desde o dia 2 de maio --quando o complexo foi ocupado pela polícia--, os tiroteios causaram a morte de 44 pessoas. Somente no dia 27 de junho, durante operação policial que contou com 1.350 policiais, 19 pessoas morreram.

Das vítimas, a maioria foi baleada pelas costas e outras, na nuca. Segundo o subprocurador-geral de Justiça de Direitos Humanos, Leonardo Chaves, algumas vítimas foram atingidas à curta distância.

Com base nos laudos, órgãos ligados à defesa dos direitos humanos dizem acreditam que há indícios de tortura. A Polícia Civil afirma que a perícia do IML (Instituto Médico Legal) não é suficiente para indicar se houve ou não excesso dos policiais. O Ministério Público afirma que investiga os homicídios com a delegacia da área.

O complexo do Alemão --com 21 favelas e mais de 160 mil habitantes-- está ocupado pela polícia desde o dia 2 de maio. O objetivo da operação era capturar os responsáveis pela morte dos soldados Marco Antônio Ribeiro Vieira e Marcos André Lopes da Silva, do 9º Batalhão (Rocha Miranda), assassinados com mais de 30 tiros no dia 1º de maio.

 

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