Caixa-preta do avião da TAM já foi enviada para análise nos EUA, diz Aeronáutica
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, telefonou hoje para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para informar que a caixa-preta do avião da TAM --que sofreu um acidente ontem na região de Congonhas, na zona sul de São Paulo-- já foi enviada para análise aos Estados Unidos. O avião transportava 186 pessoas.
Contando com as vítimas em solo, o número de mortos pode chegar a 200 pessoas, no pior acidente da história da aviação brasileira, e o mais grave dos últimos cinco anos no mundo.
A caixa-preta do vôo 3054, que veio de Porto Alegre, será analisada pela NTSB (National Transportation Safety Board), a agência de segurança de vôo dos EUA. Esse é o mesmo órgão que analisou a caixa-preta do Boeing da Gol, que caiu em setembro passado após se chocar com um jato Legacy, deixando 154 mortos. (Saiba como funcionam as caixa-pretas)
A expectativa é que a análise da caixa-preta possa ajudar nas investigações sobre a causa do acidente e descobrir os motivos que levaram o Airbus A-320 da TAM a, supostamente, derrapar ao pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas, atravessar a avenida Washington Luís e atingir o prédio da TAM Express e um posto de combustíveis. Pelo menos 14 pessoas, que estavam dentro do prédio, também morreram, além dos passageiros e tripulantes do vôo 3054.
O presidente Lula determinou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que a PF (Polícia Federal) investigue se houve irregularidades na entrega das obras realizadas no aeroporto de Congonhas.
A Aeronáutica deve realizar perícia para determinar as causas do acidente, enquanto a Polícia Federal vai analisar as condições da pista do aeroporto de Congonhas.
"Por determinação do presidente, o ministro Tarso Genro solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal [Paulo Lacerda] que instaure inquérito policial para apurar se a pista do aeroporto de Congonhas foi entregue pela autoridade pública para uso das aeronaves dentro das normas técnicas e legais de segurança", diz nota divulgada por Tarso.
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