Tanques de posto sustentarão maquinário; PF faz perícia em pistas
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O Corpo de Bombeiros estuda na manhã desta quinta-feira a melhor forma de acessar áreas do local do acidente com o vôo 3054 nas quais ainda não conseguiu chegar. Em reunião com engenheiros, a corporação decidiu encher de água os tanques de combustíveis do posto que fica ao lado do galpão da TAM Express atingido pelo avião, em Congonhas (zona sul de São Paulo).
Há dificuldade em posicionar o maquinário necessário para remover os escombros porque as paredes do prédio da TAM Express ameaçam desabar. Os tanques de combustíveis do posto Shell foram esvaziados durante a madrugada desta quinta, para evitar explosões.
Outro obstáculo que os bombeiros enfrentam é o surgimento freqüente de novos focos de incêndio. Desde a madrugada, nenhum corpo foi retirado dos escombros devido ao esforço para garantir a segurança dos trabalhos. Em determinados momentos, as equipes param para resfriar as paredes do galpão.
"Com o trabalho de retirada dos escombros, o material que estava no depósito [da TAM Express] ficou sob o entulho. O oxigênio entra pelos escombros, e, com o querosene do avião, o fogo vai se alimentando", explicou na madrugada o capitão Nilton Miranda.
Também na manhã desta quinta-feira, agentes da PF (Polícia Federal) realizava uma perícia na pista principal do terminal. Com instrumentos de topografia, o grupo media a extensão e o declive do pavimento.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Acompanhe a cobertura do acidente ao vivo
- Confira a lista de pessoas a bordo do vôo 3054 da TAM
- Veja como foi o acidente com vôo 3054 da TAM em São Paulo
- Defesa Civil interdita 27 imóveis na região do acidente com avião da TAM
- Aeronáutica desautoriza funcionamento de pista de Congonhas sob chuva
Especial

