Governo prepara plano para reduzir movimento no aeroporto de Congonhas
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo federal vai adotar medidas de curto e médio prazos para desafogar o tráfego aéreo no aeroporto de Congonhas (SP), onde ocorreu na última terça-feira o acidente com o Airbus-A320 da TAM. O Palácio do Planalto mantém sob sigilo as medidas que serão implementadas no aeroporto, mas elas serão discutidas sexta-feira (20) durante reunião do Conac (Conselho de Aviação Civil) --órgão auxiliar ao Ministério da Defesa que foi convocado após o acidente.
A decisão de desafogar e normatizar o tráfego aéreo em Congonhas foi tomada na manhã desta quinta, em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a coordenação política do governo. A expectativa é que Lula participe da reunião do Conac amanhã, embora a presidência da República ainda não tenha confirmado a presença de Lula.
Entre as medidas que em discussão pelo governo para reduzir o tráfego aéreo em Congonhas estão a reformulação da malha aérea do aeroporto, o uso de áreas subaproveitadas, a redistribuição de espaços de check-in, além do aproveitamento de espaços tomados por empresas que não voam mais --como a Vasp, por exemplo.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o Conac deve aprovar medidas que já estão em discussão pelo governo federal para desafogar o tráfego aéreo em Congonhas. No total, sete ministros integram o Conac --Waldir Pires (Defesa), Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Marta Suplicy (Turismo), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Juniti Saito (Aeronáutica).
Também participam da reunião, como convidados, os presidentes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Infraero, Decea (Departamento do Controle do Espaço Aéreo) e o Departamento de Políticas de Aviação Civil.
Tráfego intenso
Depois do acidente com o avião da TAM, o prefeito e o governador de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e José Serra (PSDB), defenderam a redução do tráfego aéreo na capital paulista. Segundo os dois, o aeroporto de Congonhas funciona acima da sua capacidade.
Dados apresentados pelo prefeito mostram que, nos últimos três anos, o número de passageiros aumentou 44% no terminal --teria passado de 12 milhões para 18 milhões por ano.
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