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Cotidiano
19/07/2007 - 22h16

TAM afirma que defeito em reversor não interfere em vôo

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da Folha Online

O Airbus-A320 da TAM acidentado em São Paulo na última terça-feira (17) tinha um defeito no reverso da turbina direita desde o último dia 13. Apesar disso, as operações foram mantidas, com o reversor direito desligado, revelou o "Jornal Nacional", da TV Globo, nesta quinta. Em nota, a TAM afirma que "o procedimento não configura qualquer obstáculo ao pouso da aeronave".

Sem controle durante o pouso em Congonhas, a aeronave --com 186 pessoas a bordo-- atravessou as pistas da avenida Washington Luís e atingiu o prédio da TAM Express. O acidente também vitimou pessoas em terra, e o número de mortos pode chegar a 200. É o maior acidente aéreo da história da aviação brasileira.

"A TAM reitera que o reversor direito do Airbus-A320 que realizou o vôo JJ 3054 foi desativado em condições previstas pelos manuais de manutenção da fabricante Airbus e aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)", afirma a nota enviada pela empresa aérea após a exibição da reportagem.

Ainda segundo o "Jornal Nacional", o mesmo avião teve problemas para pousar, um dia antes do acidente, também em Congonhas. O vôo, que havia saído de Minas conseguiu parar apenas no limite da pista.

A empresa afirma, ainda, que o avião não tinha registro de nenhum problema de manutenção anterior. "Portanto, a empresa reafirma que não teve registro de qualquer problema mecânico neste avião no dia 16 de julho.

Imagens

Reportagem da colunista Eliane Cantanhêde (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL), publicada na edição da Folha desta quinta, mostra que nova versão da Infraero inclui falha mecânica entre as hipóteses para o acidente. A empresa aérea negou a hipótese.

Imagens gravadas no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) e divulgadas na quarta-feira (18) mostram o momento do pouso do vôo 3054 da TAM. Os vídeos comparam pousos de outras aeronaves com o do Airbus A-320 acidentado.

As imagens, divulgadas pela Infraero, mostram que o avião da TAM levou três segundos para fazer o trajeto na pista que, em condições normais, levariam 11 segundos. Clique aqui para assistir ao vídeo.

O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), brigadeiro José Carlos Pereira, disse ontem que os peritos detectaram "fumaça forte" no motor esquerdo do Airbus-A320 da TAM no filme, de acordo com a reportagem publicada pela Folha.

Segundo o brigadeiro, a fumaça introduz um elemento novo no início das investigações: a possibilidade de falha mecânica no equipamento. A fumaça, de acordo com a reportagem, pode indicar que os motores estavam funcionando em sentidos opostos, um impulsionando para frente e outro freando, o que explicaria, por exemplo, por que o piloto não conseguiu parar o avião, que continuou em velocidade bem alta depois de tocar o solo e girou para a esquerda ao final da pista, em vez de seguir reto.

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