Cotidiano
19/07/2007 - 22h23

Governo vai priorizar Congonhas no pacote de medidas para o setor aéreo

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

No pacote de medidas para o setor aéreo que serão definidas nesta sexta-feira pelo Conac (Conselho de Aviação Civil), o governo federal pretende priorizar o aeroporto de Congonhas (SP) --onde ocorreu o acidente com o Airbus-A320 da TAM na última terça-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu hoje por mais de duas horas com parte dos ministros que integram o Conac para fazer uma prévia das decisões que serão formalizadas.

A expectativa do Palácio do Planalto é que Lula não participe pessoalmente da reunião do Conac, que será realizada no Ministério da Defesa. O presidente, no entanto, está no comando das decisões que serão anunciadas pelo governo.

Lula fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV amanhã à noite para comentar as medidas e transmitir aos familiares das vítimas seu pesar pelo acidente.

No pacote que será anunciado pelo governo, está a redução no número de pousos e decolagens (slots) no aeroporto de Congonhas. O governo também estuda liberar recursos para investimentos no aeroporto --o que ainda depende de aval da equipe econômica.

A Folha Online apurou que o principal objetivo do pacote é ampliar a margem de segurança do aeroporto de Congonhas para evitar que novos acidentes ocorram no local.

O governo garante que Congonhas opera dentro dos critérios de segurança aprovado por organismos internacionais. Mas reconhece que há mudanças no aeroporto que poderão ampliar a segurança dos passageiros --como a redução no número de vôos no local.

TAM

O Palácio do Planalto não quis comentar a versão divulgada pela TV Globo sobre o acidente com o Airbus da TAM. Segundo a emissora, a aeronave tinha um defeito no reverso da turbina direita desde o último dia 13. O acidente com o avião, que fazia o vôo 3054 com 186 ocupantes, ocorreu durante pouso no aeroporto de Congonhas. É o maior acidente aéreo da história da aviação brasileira.

Segundo o "Jornal Nacional", a falha havia sido detectada pelo sistema eletrônico de checagem da própria aeronave, que continuou voando nos dias seguintes, com o reversor direito desligado.

De acordo com a companhia aérea, a recomendação da Airbus --fabricante do avião-- é que a revisão no dispositivo seja feita até dez dias depois de o defeito ser detectado. Para a companhia, a falha no reversor não impediria a realização dos vôos.

 

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