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Cotidiano
20/07/2007 - 18h01

Empresas devem se acostumar com menos vôos em Congonhas, diz ministra

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ANA PAULA RIBEIRO
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmou que as medidas adotadas a partir desta sexta-feira pelo (Conselho de Aviação Civil) para amenizar os efeitos da crise aérea têm como objetivo alterar o perfil de vôos do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). Para ela, passageiros e empresas aéreas terão que se acostumar a esta nova realidade.

'Os consumidores e as empresas vão ter que se adequar a esta nova vocação de Congonhas'. Entre as medidas anunciadas está a determinação para que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) limite Congonhas a vôos diretos e que o terminal não seja ponto de conexões, escalas ou vôos fretados.

'Eu considero que as medidas relativas a Congonhas são emergenciais e de curto prazo e visam (...) aumentar o grau de confiança no aeroporto de Congonhas.'

O aeroporto de Congonhas passará a operar em 60 dias apenas com vôos ponto a ponto, sem escalas ou conexões. Ou seja, uma aeronave que sai desse aeroporto com destino a Brasília (DF) deverá retornar a sua origem.

Para as empresas, essa medida irá forçar uma readeqüação nas rotas. Hoje, elas podem, por exemplo, operar um vôo de Porto Alegre (RS) com destino a Recife (PE) com uma escala em Congonhas. Isso não poderá mais ser feito.

'Nós estamos alterando a vocação do aeroporto. Não pode mais fazer escalas e conexões em Congonhas', disse a ministra.

Outra medida anunciada é a redução do peso das aeronaves que utilizam a pista principal de Congonhas. Esse ajuste varia de acordo com o modelo da aeronave e fará com que todas fiquem com o peso que é exigido nas pistas auxiliares. Com isso, no caso da impossibilidade de pouso ou decolagem na pista principal, o vôo pode ser desviado para uma auxiliar.

A redução do peso não significa o uso de aviões menores. As empresas poderão manter as atuais aeronaves, mas com uma redução do número de passageiros.

As medidas foram anunciadas após o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido na última terça-feira (17), após tentativa de pouso em Congonhas.

O Airbus-A320 da TAM que havia decolado de Porto Alegre com 187 ocupantes. Sem controle, ele atravessou a pista de pouso, a avenida Washington Luís e bateu no prédio da TAM Express. O número de mortos pode chegar a 200. É o maior acidente da aviação brasileira.

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