20/06/2001
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11h04
da Folha Online
O promotor Carlos Cardoso, assessor da Promotoria dos Direitos Humanos, afirmou que a defesa do coronel da reserva Ubiratan Guimarães alega que ele não participou do massacre do Carandiru porque foi ferido por uma bomba.
"No entanto, há testemunhas que comprovam a participação do coronel no assassinato de 111 presos", disse Cardoso. Segundo o promotor, a bomba explodiu após o massacre.
"Saciada a missão, houve um descanso da tropa. Neste momento, ocorreu a explosão da bomba, quando então foi retirado o coronel Ubiratan, ferido levemente."
Segundo o promotor, após a explosão, sem a presença do coronel, policiais militares começaram as sessões de torturas para averiguar quem tinha sido o autor da bomba.
Ubiratan será o primeiro dos 120 réus acusados de envolvimento no massacre. Do total dos 120 réus, quatro já morreram e 83 respondem por abuso de autoridade e homicídio.
Leia especial sobre o massacre do Carandiru
Coronel alega que não participou de massacre porque estava ferido
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GUTO GONÇALVESda Folha Online
O promotor Carlos Cardoso, assessor da Promotoria dos Direitos Humanos, afirmou que a defesa do coronel da reserva Ubiratan Guimarães alega que ele não participou do massacre do Carandiru porque foi ferido por uma bomba.
"No entanto, há testemunhas que comprovam a participação do coronel no assassinato de 111 presos", disse Cardoso. Segundo o promotor, a bomba explodiu após o massacre.
"Saciada a missão, houve um descanso da tropa. Neste momento, ocorreu a explosão da bomba, quando então foi retirado o coronel Ubiratan, ferido levemente."
Segundo o promotor, após a explosão, sem a presença do coronel, policiais militares começaram as sessões de torturas para averiguar quem tinha sido o autor da bomba.
Ubiratan será o primeiro dos 120 réus acusados de envolvimento no massacre. Do total dos 120 réus, quatro já morreram e 83 respondem por abuso de autoridade e homicídio.
Leia especial sobre o massacre do Carandiru


