20/06/2001
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12h01
da Folha Online
O coronel da reserva Ubiratan Guimarães afirmou, durante depoimento, no início de seu julgamento, que, se a intenção fosse matar presos durante o massacre do Carandiru, todos os detentos teriam sido mortos, e não "só" 111.
"Se a intenção fosse matar, por que só 111 e não os outros 2.200?", disse.
Ubiratan declarou que o então secretário da Segurança, Pedro Franco de Campos, autorizou a invasão da polícia no presídio. Segundo o coronel, o secretário disse: "Se quiser invadir, pode invadir".
Questionado pela juíza sobre o uso de metralhadoras na ação, o coronel disse que era uma arma usual da PM e que ele permitiu a entrada da arma no Carandiru porque ela "faz parte do armamento".
Ubiratan completou sua defesa dizendo que em cada pavimento do presídio havia um policial.
Segundo a assessoria do TJ (Tribunal de Justiça), o próximo passo no julgamento é o início da leitura do processo.
Leia especial sobre o massacre do Carandiru
Ubiratan diz que se a intenção fosse matar, não morreriam "só" 111
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GUTO GONÇALVESda Folha Online
O coronel da reserva Ubiratan Guimarães afirmou, durante depoimento, no início de seu julgamento, que, se a intenção fosse matar presos durante o massacre do Carandiru, todos os detentos teriam sido mortos, e não "só" 111.
"Se a intenção fosse matar, por que só 111 e não os outros 2.200?", disse.
Ubiratan declarou que o então secretário da Segurança, Pedro Franco de Campos, autorizou a invasão da polícia no presídio. Segundo o coronel, o secretário disse: "Se quiser invadir, pode invadir".
Questionado pela juíza sobre o uso de metralhadoras na ação, o coronel disse que era uma arma usual da PM e que ele permitiu a entrada da arma no Carandiru porque ela "faz parte do armamento".
Ubiratan completou sua defesa dizendo que em cada pavimento do presídio havia um policial.
Segundo a assessoria do TJ (Tribunal de Justiça), o próximo passo no julgamento é o início da leitura do processo.
Leia especial sobre o massacre do Carandiru


