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Cotidiano
23/07/2007 - 18h48

Canaleta cede e terra desliza na cabeceira da pista de Congonhas

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da Folha Online

Uma canaleta que dá vazão à água da pista principal do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) cedeu e causou um deslizamento de terra na cabeceira da pista na noite desta segunda-feira.

Segundo a Infraero --estatal que administra os aeroportos do país--, a canaleta se rompeu porque o Airbus-A320 da TAM que caiu na última terça-feira (17) passou sobre ela antes de bater no prédio da TAM Express.

Devido à chuva que atinge São Paulo, a canaleta não agüentou o fluxo de água e acabou cedendo.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Desabamento de terra na pista principal de Congonhas, nesta segunda-feira
Desabamento de terra na pista principal de Congonhas, nesta segunda-feira

Durante a manhã, a pista auxiliar do terminal --a única operante desde o acidente com o vôo 3054 da TAM-- ficou fechada para pousos e decolagens das 11h26 às 13h17 devido ao mau tempo. Durante a manhã, a Infraero chegou a cogitar a reabertura da pista principal, mas a hipótese foi descartada à tarde.

No final da tarde desta segunda-feira a Infraero voltou atrás e desistiu de liberar na terça-feira (23) a pista principal de Congonhas. A pista está interditada desde o acidente com o Airbus-A320 da TAM, na terça-feira (17) da semana passada, o maior da história do país.

O brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, alegou que as fortes chuvas que atingiram São Paulo hoje atrasaram a conclusão dos trabalhos de perícia da Polícia Federal na pista do acidente --o que impede a sua liberação amanhã.

Acúmulo de água

O risco de aquaplanagem em Congonhas assusta. Há menos de uma semana, um avião da TAM passou pela pista principal sem conseguir frear, atravessou a avenida Washington Luís e bateu contra um prédio da TAM Express, provocando um incêndio de grande proporções. Quase 200 pessoas morreram no acidente, que é o maior da história aérea do país.

Há suspeitas de que a falta de "grooving" --ranhuras que ajuda no escoamento de água-- na pista principal de Congonhas seja um dos fatores que impossibilitou a frenagem do avião. A hipótese é investigada. Tanto que a pista principal deverá ser liberada amanhã (24), mas operará apenas quando estiver seca.

Embora tenha "grooving", a pista auxiliar de Congonhas é mais curta do que a principal, o que também dificultaria manobras em eventuais ocasiões de emergência.

Atrasos

Segundo a Infraero, apenas 49 dos 215 vôos programados para Congonhas nesta segunda-feira pousaram ou decolaram sem problemas. Ao todo, 167 (cerca de 68% dos vôos) foram cancelados. Outros 18 (8,3%) sofreram atrasos de mais de uma hora.

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