Publicidade

Cotidiano
23/07/2007 - 22h05

Parentes pedem a Crusius agilidade na identificação de vítimas do vôo da TAM

Publicidade

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
SIMONE IGLESIAS
da Agência Folha, em Porto Alegre

Uma missa multirreligiosa na Catedral Metropolitana de Porto Alegre homenageou, nesta segunda-feira, os mortos no acidente do Airbus-A320 da TAM, que hoje completa uma semana. Na cerimônia estavam presentes representantes das religiões católica, luterana, islâmica, budista e bahá'í --culto originado no Irã.

Cada um deles leu um pequeno trecho de textos religiosos e, segundo suas crenças, tentaram confortar os familiares de vítimas do acidente presentes. No total, cerca de 200 pessoas estavam no local.

"Esse é um sinal de uma cultura doentia que, assim como o avião que não conseguiu diminuir sua velocidade, não sabe frear", disse o padre Roberto Paz, o último a falar.

Durante o culto, poucas pessoas choravam. Mas, logo depois que a missa terminou, familiares se emocionaram.

No final da missa, o empresário Luiz Moysés --cuja mulher, Nádia Moysés, morreu na tragédia-- entregou um manifesto à governadora Yeda Crusius (PSDB) em que pede às autoridades que pressionem para que os reconhecimentos dos corpos ocorram de mais maneira mais rápida.

Ontem, ele foi um dos que organizou um protesto, no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, contra a lentidão na identificação dos mortos.

Ele afirmou que vítimas mais "influentes" estão sendo privilegiadas nos procedimentos de reconhecimento.

A governadora recebeu o documento e conversou com Moysés. "Dois ou três técnicos [do Rio Grande do Sul] estão indo para São Paulo ajudar nos trabalhos [de identificação]", disse depois a tucana. O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), também esteve na missa.

Desde quarta-feira passada, dia seguinte à tragédia, o governo gaúcho disponibiliza legistas para auxiliar o trabalho dos técnicos de São Paulo. Mas, só agora, após a manifestação, eles irão participar das perícias nos corpos.

O DML (Departamento de Medicina Legal) do Rio Grande do Sul também começou a recolher sangue e saliva de parentes de vítimas para facilitar os reconhecimentos por meio de exames de DNA.

Dos 63 corpos identificados até hoje, 35 eram gaúchos.

Velório

Hoje, foi velado e enterrado o corpo de Ricardo Prado, 26. Ele era consultor de segurança da informação e ia a São Paulo a trabalho.

Acompanhe as notícias da Folha Online em seu celular: digite wap.folha.com.br.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca