21/06/2001
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03h53
A defesa do coronel Ubiratan Guimarães quer provar, ao longo do julgamento, que as mortes dos presos na Casa de Detenção são resultado de um confronto e que os exageros, se cometidos, devem ser tratados isoladamente, buscando-se os culpados.
"Deixar-se matar é obrigação do soldado. Legítima defesa só existe para bandido", disse ontem seu advogado, Vicente Cascione, resumindo a linha que defenderá.
Nas imagens que selecionou para serem mostradas ao júri popular, ontem, o advogado explorou a violência de rebeliões, como a que foi vista no Complexo Imigrantes da Febem, em 98, que terminou com quatro adolescentes mortos. Um deles teve a cabeça cortada e atirada contra os policiais.
"Eles, lá dentro, cortam as cabeças e as jogam do lado de fora", afirmou ao final da apresentação das fitas. "Quis mostrar que há um contraste entre os criminosos que estão nas ruas e os presos que aparecem com os machucados nas imagens da TV".
Hoje, na leitura de partes do processo e de documentos, a defesa irá mostrar aos jurados textos de um relatório do Ministério Público que pede a absolvição do militar e do voto vencido de um desembargador do Tribunal de Justiça, favorável a ele.
O documento da Procuradoria Geral, em segunda instância, é criticado pelos promotores do caso, pois o autor, procurador de Justiça, é um ex-oficial da PM.
Cascione também separou trechos dos laudos feitos pelo Instituto de Criminalística e pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). São as provas técnicas, segundo ele, de que os presos estavam armados e que reagiram.
De acordo com perícia feita na época, os detentos tinham 13 armas de fogo e pelo menos 500 "armas brancas".
(AS)
Leia especial sobre o massacre do Carandiru
Para defesa, mortes são resultado de confronto
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da Folha de S.PauloA defesa do coronel Ubiratan Guimarães quer provar, ao longo do julgamento, que as mortes dos presos na Casa de Detenção são resultado de um confronto e que os exageros, se cometidos, devem ser tratados isoladamente, buscando-se os culpados.
"Deixar-se matar é obrigação do soldado. Legítima defesa só existe para bandido", disse ontem seu advogado, Vicente Cascione, resumindo a linha que defenderá.
Nas imagens que selecionou para serem mostradas ao júri popular, ontem, o advogado explorou a violência de rebeliões, como a que foi vista no Complexo Imigrantes da Febem, em 98, que terminou com quatro adolescentes mortos. Um deles teve a cabeça cortada e atirada contra os policiais.
"Eles, lá dentro, cortam as cabeças e as jogam do lado de fora", afirmou ao final da apresentação das fitas. "Quis mostrar que há um contraste entre os criminosos que estão nas ruas e os presos que aparecem com os machucados nas imagens da TV".
Hoje, na leitura de partes do processo e de documentos, a defesa irá mostrar aos jurados textos de um relatório do Ministério Público que pede a absolvição do militar e do voto vencido de um desembargador do Tribunal de Justiça, favorável a ele.
O documento da Procuradoria Geral, em segunda instância, é criticado pelos promotores do caso, pois o autor, procurador de Justiça, é um ex-oficial da PM.
Cascione também separou trechos dos laudos feitos pelo Instituto de Criminalística e pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). São as provas técnicas, segundo ele, de que os presos estavam armados e que reagiram.
De acordo com perícia feita na época, os detentos tinham 13 armas de fogo e pelo menos 500 "armas brancas".
(AS)
Leia especial sobre o massacre do Carandiru


