Congonhas tem cerca de 50% dos vôos cancelados
da Folha Online
Cerca de metade dos vôos programados para esta quinta-feira no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) foi cancelada, de acordo com a Infraero --estatal que administra os aeroportos do país, apesar de não haver chuva e de o terminal operar normalmente.
Ao todo, 54 vôos estavam programados para decolar do local a partir das 6h. Dois sofreram atrasos de mais de uma hora e 24 foram cancelados. No aeroporto internacional de Guarulhos (Grande São Paulo), a situação é mais tranqüila: 12 dos 62 vôos atrasaram e quatro foram cancelados.
Desde o último dia 17, quando o Airbus-A320 da TAM que realizava o vôo 3054 caiu após pousar no aeroporto, Congonhas vive rotina de fechamentos, filas, cancelamentos e atrasos. Por causa do acidente, a pista principal foi fechada, obrigando as aeronaves a usar apenas a pista auxiliar, fechada sucessivas vezes pelo mau tempo.
A concentração de passageiros no saguão e nos corredores do aeroporto levou a Anac a suspender a venda de passagem e a TAM a cancelar vôos no terminal (veja lista abaixo). A Gol apelou a seus passageiros para que adiem suas viagens até segunda-feira.
Pista
Ontem, a Infraero anunciou que a pista principal deve reabrir nesta sexta-feira. A estatal iniciou o processo de confecção de ranhuras --também conhecido como 'grooving'-- na pista principal do terminal. O procedimento deve durar até 40 dias. De acordo com a estatal, 80 metros de ranhuras são feitos a cada seis horas pelas duas máquinas que estão no local.
A pista principal do aeroporto de Congonhas passou por reforma recentemente, mas foi entregue sem as ranhuras no dia 29 de junho. Problemas na pista são apontados como uma das hipóteses para o acidente com o vôo 3054.
Vendas
Hoje, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) libera a venda de passagens aéreas para vôos que partem do aeroporto de Congonhas a partir da próxima segunda-feira (30).
A proibição havia sido determinada pela agência como uma das medidas para diminuir o número de vôos atrasados e de passageiros acumulados no terminal. A portaria que proibiu as vendas condicionava a retomada das vendas "à volta da normalidade do fluxo de passageiros". O texto da portaria considera que "a regularização da demanda reprimida de passageiros em São Paulo poderá ser atendida até o dia 29 de julho de 2007".
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