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Cotidiano
30/07/2007 - 16h16

Relato: com caos aéreo, engenheiro de SP leva 4 horas para chegar ao Rio

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da Folha Online

O engenheiro eletrônico Marcelo Areias, leitor da Folha Online, encarou o vai-e-vem do setor aéreo brasileiro para embarcar em um vôo da Varig de São Paulo com destino ao aeroporto Santos Dumont, no Rio, na manhã desta segunda-feira.

"Mesmo quando o movimento é baixo, existem problemas nas companhias aéreas, na Infraero [estatal que administra os aeroportos do país], em todo o setor", afirma Areias.

Confira o relato do leitor:

5h28 - Chego ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, para ver que meu vôo, marcado para as 6h45, havia sido atrasado para as 10h30;

5h35 - No balcão de check-in da Varig sou informado de que, devido ao atraso, irei para o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, para embarcar na ponte aérea das 7h50. Descubro que a van estava lotada e que, como o trajeto demora entre 60 e 70 minutos, não conseguirei chegar a tempo de embarcar na ponte aérea das 7h50. Se pegar a próxima van, chegarei para a próxima ponte aérea disponível, quase duas horas mais tarde, às 9h10;

5h40 - Dois colegas que têm Smiles Gold exigem transporte imediato e a Varig disponibiliza a eles um táxi para Congonhas. Eu, que tenho Smiles Prata, pego carona com eles;

6h30 - Chego a Congonhas a tempo de embarcar na ponte aérea das 7h;

7h10 - Embarco no vôo que acabara de chegar de Salvador (BA);

7h40 - O piloto, ainda em solo, informa que detectou um problema no check pré-vôo da aeronave. Ele diz que poderia voar em condições normais para qualquer destino exceto o pretendido --o aeroporto Santos Dumont--, porque ele operava por instrumentos naquele momento. Fui orientado a desembarcar e passar para o próximo vôo da ponte aérea que decolaria em dez minutos, às 7h50. Com um cartão de trânsito, sigo para o portão 6;

8h15 horas - Confortável em meu assento, decolo em Congonhas. Mesmo a Varig juntando dois vôos, sobraram lugares vazios;

9h - Pouso no aeroporto Santos Dumont;

9h10 - Demora para que alguém conecte o finger e permita a descida dos passageiros. Ao sair, percebo que o finger não encosta no Boeing 737-300 como deveria e que é preciso pôr uma chapa de alumínio --no melhor estilo chão de ônibus-- para que os passageiros passem. Do finger 5, percebo que os fingers de 1 a 4 não estão concluídos.

Por telefone, a reportagem não conseguiu entrar em contato com a assessoria de imprensa da Varig para saber porque o leitor não conseguiu transporte de Cumbica para Congonhas.

 

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