Conac retira 151 vôos do aeroporto de Congonhas
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, de Brasília
O Conac (Conselho de Aviação Civil) decidiu nesta segunda-feira retirar 151 vôos do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Com a diminuição, Congonhas passará a receber vôos e a ter decolagens somente para os aeroportos de Brasília, Confins (MG), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR), Campo Grande (MS) e interior do Estado de São Paulo.
O aeroporto de Brasília passará a centralizar vôos para o Norte e Centro-Oeste do país. Já o Galeão terá como prioridade vôos para o Nordeste, Europa e Estados Unidos.
Uma das resoluções editadas pelo órgão hoje determina que o aeroporto central da capital paulista vai atender apenas vôos diretos, sem escalas, dentro do limite máximo estabelecido pelo Conac de duas horas de vôos. O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que Congonhas "não será mais aeroporto de conexão ou escala".
De acordo com levantamento da Infraero (estatal que administra os aeroportos), a média de volume de vôos diários em Congonhas, de janeiro a junho deste ano, era de 596 pousos e decolagens. No ano passado, era de 633 vôos.
Para desafogar o movimento em Congonhas, o conselho estabeleceu novas diretrizes que determinam à Infraero executar medidas que otimizem o fluxo de passageiros nos terminais de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo) e Viracopos, em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo). O Conac também determinou que sejam transferidos de imediato de Congonhas para o aeroporto de Jundiaí (SP) os vôos particulares --que não incluem a aviação civil.
O conselho estabeleceu o prazo de 20 de outubro de 2007 para que os terminais de Guarulhos e Viracopos tenham um novo "layout" capaz de abrigar um maior fluxo de passageiros. Em 30 dias, a Infraero também terá que apresentar estudo para ampliar a capacidade operacional dos dois aeroportos.
A estatal terá de avaliar a necessidade de contratar empresas para a fabricação de salas de embarque pré-fabricadas ou modulares para a acomodação dos passageiros. "Lembrem-se do Santos Dumont (RJ). Se houver necessidade, nós poderíamos acomodar passageiros em salas de embarque provisórias até a elaboração do terminal de Guarulhos", disse Jobim.
Até o dia 31 de dezembro, segundo o Conac, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), terão de executar medidas que permitam a transferência total da aviação geral (particular) de Congonhas para Jundiaí.
"Aviação geral são aviões fretados e pequenos jatos que ocupam dez slots [pousos e decolagens] em Congonhas. Vamos reduzir para três slots por hora na aviação geral, o que importa nessa transferência para Jundiaí. Essa transferência tem condições de se iniciar logo", disse o ministro.
O Conac também decidiu utilizar o aeroporto de Brasília para desafogar parte do tráfego aéreo de Congonhas --no que diz respeito especialmente a vôos do Norte e Nordeste do país.
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