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Cotidiano
31/07/2007 - 19h05

Aeronáutica condiciona demolição de prédio da TAM a varredura nos escombros

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da Folha Online

A Aeronáutica ainda busca peças do Airbus-A320 da TAM nos escombros do galpão da empresa na zona sul de São Paulo. Somente após eliminar a possibilidade de encontrar peças importantes para ajudar nas investigações do acidente --que matou cerca de 200 pessoas--, a Aeronáutica vai autorizar a demolição do prédio.

Técnicos do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão vinculado à Aeronáutica, farão uma nova varredura nos escombros nesta quarta-feira (1º).

De acordo com a Aeronáutica, a prioridade das buscas era a caixa-preta da aeronave, que foi localizada logo nos primeiros dias de buscas no local. Na seqüência, o trabalho dependia da liberação do Corpo de Bombeiros, que alertou sobre o risco de desabamento.

Com o desmoronamento de uma parte da estrutura que restou do galpão da TAM Express, uma parte da aeronave ficou sob os escombros. O Seripa espera poder explorar essa área e alcançar partes do avião que ficaram embaixo dessa estrutura.

Impasse

Para demolir o que restou do prédio, a TAM informa que precisa da autorização da SSP (Secretaria de Segurança Pública) --o que já ocorreu--, da Polícia Federal, Infraero (estatal que administra os aeroportos), da Defesa Civil e da Aeronáutica.

A Polícia Federal e a Infraero negam que tenham de fornecer qualquer tipo de liberação ou autorização para a demolição do prédio.

A estrutura que restou da TAM Express permanece interditada. A avenida Washington Luís, onde está o imóvel, também permanece interditado no sentido bairro e será liberado somente após a implosão do prédio.

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