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Cotidiano
01/08/2007 - 14h57

Polícia ouve noivo de juíza morta durante lipoaspiração em Recife

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da Folha Online

A Polícia Civil de Recife começa nesta quarta-feira a colher os depoimentos de pessoas próximas e familiares da juíza Roseane Moura Padilha, que morreu no dia 25 de julho durante uma cirurgia de lipoaspiração.

O primeiro a prestar depoimento será o noivo de Roseane, o advogado Antonio Carlos Machado. Segundo o delegado Evaristo Ferreira Neto, titular da Delegacia de Boa Viagem, que investiga o caso, o noivo acompanhou a juíza durante a preparação para a cirurgia.

"Primeiramente nos ouviremos a família. Depois vamos falar com a equipe médica e na seqüência buscaremos a parte documental, como prontuários e fichas", afirmou o delegado.

Roseane sofreu uma parada cardíaca no final do procedimento cirúrgico, que era realizado no Hospital Boa Viagem Medical Center.

Durante a lipoaspiração, de acordo com a direção do hospital, Roseane teve uma súbita queda da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Durante duas horas, segundo a o hospital, os médicos tentaram reanimá-la. A juíza era titular da Vara Cível de Caruaru (136 km a oeste de Recife).

O delegado afirmou que o caso ainda não é investigado como crime. O laudo sobre a causa da morte da juíza deve chegar entre hoje e quinta-feira (2) na delegacia.

"Ainda não há como saber se houve crime. Em hospitais grandes, é muito difícil conseguir provar a negligência médica. A polícia vai trabalhar em outros detalhes também para apurar esse caso", disse o delegado.

Na ocasião, o diretor da clínica, Sérgio Guedes, afirmou que vai aguardar o resultado da necropsia no corpo para se pronunciar sobre o assunto.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco investiga as circunstâncias da morte da juíza, assim como de outra mulher que morreu em decorrência de complicações durante uma cirurgia plástica no hospital.

Com Agência Folha

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