Procuradores voltam a pedir fechamento de Congonhas
da Folha Online
O Ministério Público Federal recorreu nesta quarta-feira da decisão da Justiça Federal de manter o aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) aberto. Os procuradores querem que o terminal fique fechado enquanto as investigações sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido no último dia 17 não terminam.
A Procuradoria havia pedido a suspensão de pousos e decolagens nas duas pistas de Congonhas, mas o juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara Cível negou, seguindo o argumento da Infraero --estatal que administra os aeroportos do país-- de que é 'precipitado' afirmar que a apenas a pista do aeroporto colaborou para o acidente com o Airbus-A320.
A procuradoria, no entanto, insiste que novos acidentes com vítimas podem acontecer por causa das condições do terminal. "Fica clara a falência de Congonhas como conceito", afirmam os procuradores Márcio Schusterschitz da Silva Araújo e Suzana Fairbanks no recurso.
"O aeroporto não deveria funcionar sob dúvida [...], não deveria buscar a rápida recuperação da normalidade sem se haver a certeza que essa normalidade não é falsa", continuam os procuradores.
Acidente
O avião da TAM --um Airbus-A320 com 187 pessoas a bordo-- perdeu o controle ao tentar pousar na pista principal de Congonhas, atravessou a avenida Washington Luís e bateu em um galpão da TAM Express. O choque provocou um incêndio de grandes proporções. Cerca de 200 pessoas morreram.
Com Folha de S.Paulo
Acompanhe as notícias da Folha Online em seu celular: digite wap.folha.com.br.
Leia mais
- IML identifica mais um corpo; 119 vítimas são reconhecidas
- CPI na Câmara abre reunião sobre caixas-pretas de Airbus da TAM
- CPI defende que Aeronáutica abra IPM para investigar vazamento de dados
- Pilotos dizem que Gol proibiu pousar sem reverso sob chuva
- Dados de caixa-preta podem aliviar pressão sobre governo, diz jornal
- Em outros três acidentes, pista amenizou danos
Especial

