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Cotidiano
01/08/2007 - 18h53

Jobim diz que está disposto a prestar esclarecimentos à CPI do Apagão

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que está disposto a prestar esclarecimentos à CPI do Apagão da Câmara. A convocação dele foi aprovada hoje pelos deputados que querem ouvi-lo sobre as investigações envolvendo o acidente com o vôo 3054 da TAM, que ocorreu no último dia 17, matando 199 pessoas.

"Evidentemente que irei. Conversei hoje com o deputado Marco Maia [relator da CPI]. [A Câmara] é uma Casa que eu gosto muito", disse o ministro, que foi deputado federal e líder da bancada do PMDB na Casa.

Segundo deputados que participaram da sessão secreta em que foi aprovado o requerimento para ouvir Jobim, o ministro teria se oferecido para prestar esclarecimentos à comissão antes de a convocação ser aprovada. Alguns deputados também querem explicações do ministro sobre o vazamento de informações sobre os diálogos registrados pela caixa de voz da aeronave.

Jobim evitou comentar sobre a possibilidade de ser instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) e uma sindicância para investigar o vazamento de informações, avaliadas como sigilosas, referentes às caixas-pretas do Airbus-A320.

Caixas-pretas

O ministro disse ter recebido explicações técnicas sobre o conteúdo das caixas-pretas do Airbus-A320. Mas ressaltou que qualquer análise feita no momento deve ser apreciada como "hipótese" e não conclusão.

Ao ser questionado sobre qual era sua opinião sobre a transcrição, Jobim foi objetivo: "Nenhuma". Em seguida, ele acrescentou que: "Não compete ao ministro decidir sobre este assunto. Cabe aos órgãos decisórios de investigação. Estou conhecendo as hipóteses, mas não cabe a mim emitir qualquer juízo. Mesmo se tivesse a competência de fazê-lo, que não tenho, não há elementos ainda para afirmar definitivamente qualquer coisa".

De forma semelhante reagiu o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Ao ser questionado sobre os dados das caixas-pretas, o militar afirmou que não é possível fazer uma análise final. "É preciso ter paciência e esperar o resultado final", disse Saito.

Jobim participou da cerimônia de promoção de oficiais generais no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu a solenidade, mas não discursou. Apenas teve rápidas conversas com cada um dos oficiais-generais promovidos.

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