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Cotidiano
02/08/2007 - 11h07

TAM disponibiliza US$ 1,5 bi para indenizações, diz presidente

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, disse nesta quinta-feira, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, que a companhia disponibilizou US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,8 bilhões) para as indenizações e gastos materiais do acidente com o Airbus-A320 --o que inclui o pagamento aos parentes das vítimas e a cobertura da parte material do choque.

"É um amplo valor para cobrir danos às pessoas e aos bens. A TAM vai se responsabilizar integralmente pelo pagamento da indenização. O que nos consola é a fé e a crença. A gente não consegue ter de volta nossos entes queridos, mas podemos as necessárias condições de apoio", afirmou.

Bologna disse que vai entregar à CPI cópia de carta encaminhada aos parentes das vítimas com os detalhes das negociações sobre o acidente. O presidente da TAM assegurou que a apólice do acidente cobre os moradores do entorno de Congonhas, que foram retirados de casa após o choque da aeronave, além do taxista morto na tragédia --que passava no local do acidente.

"Os valores serão amplos para cobrir todos os direitos do vitimados em vôo e em solo", disse.

Peso

O presidente da TAM afirmou que o avião voava com peso abaixo do máximo previsto para a aeronave. Segundo ele, o avião pousou no terminal com 62,7 toneladas, enquanto o máximo previsto era de 64 toneladas.

Bologna disse que a aeronave foi incorporada à frota da TAM em dezembro do ano passado, mas já tinha 22% de sua vida útil, já que foi adquirida em consórcio firmado pela companhia com empresas internacionais.

"O avião tinha 26.320 horas de vôo. Quando chegou à TAM, veio com 13.395 ciclos de vôo, com 22% de sua vida útil, um percentual abaixo da nossa política para aquisição de aeronaves", afirmou. Os ciclos de vôo são uma série de informações reunidas ao longo do vôo --por isso são maiores que as horas de vôo.

O presidente da TAM disse que o comandante da aeronave morto no acidente, Kleyber Lima, era muito experiente e acumulava 13.654 horas de vôo. "Em dezembro do ano passado ele passou por um teste no simulador de vôo. Em maio deste ano, teve checagem com um instrutor. É um comandante que a gente lamenta muito a sua perda, ele estava também em testes para operar rotas internacionais", afirmou.

Reverso

Bologna reconheceu que a aeronave estava com um de seus reversos "pinados" (travados), mas ressaltou que a Airbus autoriza o vôo até quando os dois reversos das aeronaves estão travados. Ele ressaltou, no entanto, que a companhia aérea faz manutenções periódicas nas aeronaves e cumpre as normas internacionais de segurança aérea.

Segundo o presidente da TAM, entre 2003 e 2006, a empresa não registrou nenhum acidente aéreo. No mesmo período, no entanto, Bologna disse que foram contabilizados 438 incidentes com suas aeronaves --que vão desde pneus furados até a suspensão de decolagens.

Ele prometeu encaminhar à CPI documentos que detalham as manutenções realizadas no Airbus que se acidentou em Congonhas. Bologna assegurou que, no dia do acidente, o avião respeitou os limites de combustíveis, voando com apenas um quarto de sua capacidade nos tanques.

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