Juízes consideram greve de metroviários abusiva e determinam volta ao trabalho
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) considerou abusiva a greve dos metroviários de São Paulo e ordenou a volta dos funcionários ao trabalho. A categoria parou a 0h de quinta-feira (2), prejudicando 2,4 milhões de pessoas (80% da média diária) e gerando caos no trânsito e no sistema de transporte da cidade.
A categoria se reúne na tarde de hoje na sede do sindicato para decidir o futuro do movimento.
| Apu Gomes/Folha Imagem |
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| Terminal Barra Funda (zona oeste) lotado devido à greve dos metroviários |
O julgamento da paralisação ocorreu nesta sexta-feira no TRT. Os cinco magistrados que participam da sessão seguiram o voto da relatora, Catia Lungov. Ela ainda exigiu que o sindicato pague imediatamente a multa diária de R$ 100 mil por não manter 85% do serviço funcionando, conforme havia sido determinado pela Justiça.
A magistrada ainda recomendou que a SSP (Secretaria da Segurança Pública) crie um grupo especial para lidar com tumultos como o ocorrido ontem na entrada da estação da Luz, no centro.
Na zona leste da cidade a situação é ainda pior, pois além de não haver metrô, parte dos ônibus e trólebus também está parada. A paralisação também levou a prefeitura a cancelar o rodízio.
Esquema
Nesta sexta, as únicas estações do metrô que estão abertas são as da linha 1-azul, que liga o Jabaquara ao Tucuruvi, e as da linha 2-verde entre Ana Rosa e Clínicas. Às 9h30, o Metrô e a CPTM abriram o setor de integração gratuita entre os dois sistemas, na Luz, mas ele seria fechado novamente às 16h.
A empresa espera evitar novos tumultos, organizando os passageiros que chegarem ao local em filas separadas por cercas. O policiamento na estação está reforçado.
Reivindicações
Os metroviários reivindicam que o Metrô pague a participação dos resultados de 2007, o chamado PR, com base em uma folha e meia de pagamento --cerca de R$ 4.700-- a todos os funcionários e um adiantamento de R$ 1.800 do valor. O Metrô diz que a categoria quer receber o mesmo benefício duas vezes neste ano.
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