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Cotidiano
07/08/2007 - 14h11

PF prende traficante colombiano na Grande SP; operação captura 12

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da Folha Online

O colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, um dos traficantes de drogas mais procurados do mundo, foi preso na manhã desta terça-feira, em um condomínio da Grande São Paulo, durante a operação Farrapos da Polícia Federal. Com ações em seis Estados --São Paulo, Rio, Minas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul--, a operação havia capturado 12 suspeitos, até a tarde desta terça-feira. O objetivo é prender 17.

Sebastião Moreira/Efe
Juan Carlos Ramirez Abadia, preso nesta terça-feira em SP
Juan Carlos Ramirez Abadia, preso nesta terça-feira na Grande SP

Considerado herdeiro do cartel de Cáli, Abadia permanecerá preso, à disposição da Justiça, na Superintendência Regional da PF, na Lapa (zona oeste de São Paulo).

O ministro da Defesa de Colômbia, Juan Manuel Santos, disse em entrevista à rádio local "W" que Abadia deve ser extraditado do Brasil para os Estados Unidos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o colombiano de comandar o cartel do Norte do Vale da Colômbia, que teria enviado toneladas de cocaína àquele país, a partir do México. Os entorpecentes chegariam por rotas aéreas e marítimas da costa colombiana.

Em 1996, quando Abadia se entregou à polícia colombiana, os Estados Unidos pediram a extradição dele pelo "presumível envolvimento" com o cartel, mas não foram atendidos. Na ocasião, o traficante confessou ter enviado 30 toneladas de cocaína aos Estados Unidos e atuado no cartel de Tijuana (México). Com a confissão, o colombiano acabou beneficiado e, embora tenha sido condenado a 23 anos de prisão, foi solto em 2002.

Divulgação
Foto de Juan Carlos Ramirez Abadia divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA
Foto de Juan Carlos Ramirez Abadia divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA

Segundo o ministro de Defesa colombiano, a quadrilha de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro liderada por Abadia é uma das mais ricas do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 80 milhões. O governo dos Estados Unidos oferecia US$ 5 milhões a quem desse informações que levassem à prisão do colombiano.

Cirurgias

De acordo com o ministro colombiano, desde que foi solto, Abadia fez quatro cirurgias plásticas para modificar a fisionomia e, assim, escapar da polícia. Santos disse ter sido informado de que o próprio Abadia confessou sua identidade quando foi capturado.

Histórico

Conforme a Polícia Nacional da Colômbia, Abadia está envolvido com o tráfico desde 1986. "Ele criou sua própria rede distribuidora na cidade de Nova York, convertendo grande parte de seu capital fruto de negócios ilegais em bens dos quais a maioria está em nome de seus familiares e de terceiros", afirma a polícia.

O traficante, segundo a Polícia Nacional, tem "perfil violento tanto com sócios e colaboradores como com as autoridades que o perseguem".

"Informações dão conta de que ele [Abadia] é o autor intelectual de várias execuções de pessoas a serviço do narcotráfico e de familiares, sócios e colaboradores do extraditado Victor Patiño Fomeque, em retaliação por tê-lo acusado perante as autoridades norte-americanas."

 

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