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Cotidiano
08/08/2007 - 15h55

Saito defende militares que trabalharam no resgate do acidente da Gol

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, defendeu hoje os militares que trabalharam no resgate dos corpos e dos pertences das vítimas do acidente da Gol, ocorrido em setembro do ano passado. A reação de Saito foi provocada pelas denúncias de desaparecimento de pertences das vítimas.

"Eu lamento muito esse tipo de coisa, mas rendo minha homenagem aos 800 homens que trabalharam naquele episódio e hoje estão sendo pichados como marginais", disse o comandante durante depoimento à CPI do Apagão da Câmara.

Saito afirmou que foram 49 dias de trabalho intenso dos militares, que trabalharam dia e noite para resgatar os corpos.

"A nossa missão é resgatar os corpos. Nós resgatamos de um total de 4.000 quilos, 1.650 quilos de pertences. Todo o material foi catalogado, etiquetado e entregue à companhia Gol", afirmou o comandante.

Saito disse ainda que pelo menos uma vez por mês integrantes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) se reúnem com representantes dos familiares das vítimas do acidente da Gol para discutirem sobre eventuais necessidades dos parentes.

Porém, o militar ressaltou que determinadas ações dependem da colaboração daqueles que se sentem ofendidos. O recado foi para os familiares que denunciaram o desaparecimento de pertences. "Quero deixar bem claro que não é competência da Aeronáutica resgatar pertences de vítimas de acidentes aéreos", afirmou.

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