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Cotidiano
08/08/2007 - 18h52

Obra do Metrô abre cratera e causa interdição de via em SP

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

O solo da rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, afundou cerca de um metro na tarde desta quarta-feira devido à obra da linha 4-amarela do metrô.

A rua havia sido interditada na terça-feira para a passagem do chamado tatuzão sob o asfalto. O equipamento perfura o trecho que levará à futura estação Oscar Freire. Às 14h20 a via foi liberada, mas voltou a ser fechada às 15h50, depois que o solo cedeu.

André Porto/Folha Imagem
Solo cede e abre cratera na rua dos Pinheiros (zona oeste de São Paulo)
Solo cede e abre cratera na rua dos Pinheiros (zona oeste de São Paulo)

O solo afundou cerca de um metro na altura do número 570 da rua dos Pinheiros. Para o diretor de engenharia e obras do Metrô, Luís Carlos Grillo, o afundamento do solo não é um problema. "Não foi um problema, não houve falha", disse Grillo. "O único prejuízo é o da interdição da rua", completou.

Para reparar a via, o Metrô teve que abrir um buraco de 1,5 m de profundidade e 2 m de diâmetro e preenchê-lo com concreto. A previsão é a de que o processo termine durante a madrugada.

Arenoso

Grillo atribuiu o solapamento da rua à qualidade do solo, que seria muito arenoso e à existência de uma galeria sob a pista. "É um fato que ocorre normalmente em obras, mas estamos tomando todas as providências para que não prossiga", disse.

O Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, não vai se pronunciar sobre o caso.

O tatuzão, cujo nome técnico é Shield EPB (escavadeira de pressão balanceada de terra), faz o acabamento definitivo do túnel com revestimento estrutural através de anéis de concreto, além de perfurá-lo.

Desvio

Por causa da interdição, a CET montou um esquema para desviar o trânsito. Os motoristas que seguem pela rua dos Pinheiros podem entrar na rua Mourato Coelho, à direita na Artur de Azevedo --onde uma faixa reversível foi montada--, à direita na rua Mateus Grou e mais uma vez na rua dos Pinheiros.

Pinheiros

Em 12 de janeiro, o canteiro de obras da futura estação Pinheiros desabou e abriu uma cratera de 80 metros de diâmetro. Na ocasião, sete pessoas foram engolidas e morreram.

 

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