Acusado de matar cadela é condenado no RS
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha
Um dos jovens acusados de arrastar até a morte uma cadela em Pelotas (271 km de Porto Alegre) em 2005 foi condenado na terça-feira (7) a um ano de detenção em regime aberto. Ele poderá recorrer da sentença.
A cadela Preta, de um ano e três meses, havia sido adotada por freqüentadores do centro da cidade gaúcha e estava prenhe quando morreu.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o estudante Alberto Conceição da Cunha Neto, 23, foi quem amarrou a cachorra com uma corda a seu carro e o conduziu por pelo menos seis quadras da cidade.
Outros dois acusados de participação no episódio já tinham sido condenados a pagar R$ 5.000 a um canil da cidade e a cumprir trabalhos comunitários por um ano, pena alternativa pelo crime de maus-tratos contra animais.
Cunha Neto não recebeu a oferta de cumprir a pena alternativa por ter antecedentes criminais --porte ilegal de arma.
Em seu testemunho, ele negou ter matado Preta, afirmou que "não tem a mínima idéia sobre a que atribuir a acusação que lhe foi feita" e disse que só soube da história depois que ela apareceu nos jornais e na TV. A reportagem não conseguiu localizá-lo.
O juiz entendeu que, apesar da escassez das provas materiais do crime, os testemunhos arrolados eram suficientes para que ele decidisse pela culpa de Cunha Neto.
A morte da cadela causou uma comoção na época no Rio Grande do Sul. Em Pelotas e em Porto Alegre foram feitas passeatas para homenagear Preta e cobrar punição aos responsáveis pelo crime.
Um site também foi criado para contar a história do animal.

