28/06/2001
-
13h47
da Folha Online
Entidades dos direitos humanos realizam em frente ao Fórum Barra Funda, às 15h, ato pelo condenação do coronel da reserva Ubiratan Guimarães. "Queremos chamar a atenção da opinião pública sobre o encerramento do julgamento, estamos com esperança que o coronel receba a pena máxima", disse Francisco Carvalho de Lima, secretário executivo do Movimento Nacional dos Direitos Humano.
Os movimentos em defesa dos direitos humanos veêm a condenação de Ubiratan como um marco da democratização das polícias, da política de segurança pública. "É a primeira vez no país que um coronel da PM é levado ao banco dos réus, a condenação de Ubiratan Guimarães seria uma punição para aqueles que incentivam a violência", disse Lima.
A imagem do Brasil no exterior também estaria vinculada à sentença que o coronel
deve receber. "É a melhor oportunidade que o país tem para se livrar da imagem de impunidade."
Depoimentos finais
O julgamento do coronel Ubiratan Guimarães entra hoje no nono dia. Depôs nesta manhã o juiz corregedor aposentado Ivo de Almeida, que esteve presente no início da ação da Polícia Militar, no dia 2 de outubro de 92.
Almeida disse que havia um clima de histeria no interior do presídio do Carandiru na época, que justificaria a invasão pela tropa de choque. Segundo ele, era inviável a negociação com os presos rebelados.
Em depoimento ontem, o ex-diretor de vigilância do Carandiru Aparecido Fidelis disse que não foram esgotadas as possibilidades de negociação.
Outra testemunha convocada pela defesa para depôr hoje é o também juiz corregedor Fernando Antônio Torres, que estava presente no início da ação da PM no Carandiru.
Debates
Acusação e defesa devem travar o debate final do julgamento amanhã. Terminada esta fase, os sete jurados começam a julgar qual deve ser a sentença do réu.
A promotoria promete desmontar todo o depoimento da principal testemunha de defesa, o ex-assessor da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Luiz Filardi, com provas testemunhais que serão apresentadas durante o debate.
Filardi prestou depoimento ontem como testemunha de defesa e disse que Ubiratan participou só do início da operação da PM, porque teria sido atingido por uma bomba.
Segundo a promotoria, há testemunhos claros de que o coronel estava presente quando policiais militares começaram a atirar nos presos para conter a rebelião. Entre os depoimentos que comprovam a participação do coronel está o do ex-diretor de disciplina da Casa de Detenção, Moacyr dos Santos.
O então secretário da Segurança, Pedro Franco de Campos, também prestou depoimento ontem, como testemunha de defesa. Ele elogiou o coronel e defendeu a ação da PM. Campos disse ainda que a opção por invadir ou não o presídio foi de Ubiratan.
Entidades querem punição de coronel para mudar imagem do Brasil
Publicidade
GUTO GONÇALVESda Folha Online
Entidades dos direitos humanos realizam em frente ao Fórum Barra Funda, às 15h, ato pelo condenação do coronel da reserva Ubiratan Guimarães. "Queremos chamar a atenção da opinião pública sobre o encerramento do julgamento, estamos com esperança que o coronel receba a pena máxima", disse Francisco Carvalho de Lima, secretário executivo do Movimento Nacional dos Direitos Humano.
Os movimentos em defesa dos direitos humanos veêm a condenação de Ubiratan como um marco da democratização das polícias, da política de segurança pública. "É a primeira vez no país que um coronel da PM é levado ao banco dos réus, a condenação de Ubiratan Guimarães seria uma punição para aqueles que incentivam a violência", disse Lima.
A imagem do Brasil no exterior também estaria vinculada à sentença que o coronel
deve receber. "É a melhor oportunidade que o país tem para se livrar da imagem de impunidade."
Depoimentos finais
O julgamento do coronel Ubiratan Guimarães entra hoje no nono dia. Depôs nesta manhã o juiz corregedor aposentado Ivo de Almeida, que esteve presente no início da ação da Polícia Militar, no dia 2 de outubro de 92.
Almeida disse que havia um clima de histeria no interior do presídio do Carandiru na época, que justificaria a invasão pela tropa de choque. Segundo ele, era inviável a negociação com os presos rebelados.
Em depoimento ontem, o ex-diretor de vigilância do Carandiru Aparecido Fidelis disse que não foram esgotadas as possibilidades de negociação.
Outra testemunha convocada pela defesa para depôr hoje é o também juiz corregedor Fernando Antônio Torres, que estava presente no início da ação da PM no Carandiru.
Debates
Acusação e defesa devem travar o debate final do julgamento amanhã. Terminada esta fase, os sete jurados começam a julgar qual deve ser a sentença do réu.
A promotoria promete desmontar todo o depoimento da principal testemunha de defesa, o ex-assessor da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Luiz Filardi, com provas testemunhais que serão apresentadas durante o debate.
Filardi prestou depoimento ontem como testemunha de defesa e disse que Ubiratan participou só do início da operação da PM, porque teria sido atingido por uma bomba.
Segundo a promotoria, há testemunhos claros de que o coronel estava presente quando policiais militares começaram a atirar nos presos para conter a rebelião. Entre os depoimentos que comprovam a participação do coronel está o do ex-diretor de disciplina da Casa de Detenção, Moacyr dos Santos.
O então secretário da Segurança, Pedro Franco de Campos, também prestou depoimento ontem, como testemunha de defesa. Ele elogiou o coronel e defendeu a ação da PM. Campos disse ainda que a opção por invadir ou não o presídio foi de Ubiratan.


