Uruguai apura ligações de traficante colombiano com o país
da Ansa, em Montevidéu
A Junta Nacional de Drogas do Uruguai investiga as conexões no país do narcotraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, preso na última terça-feira (7) em sua mansão, na Grande São Paulo. O órgão solicitou ao juiz Pedro Salazar a quebra de sigilo bancário de uma conta em uma instituição financeira local, publicou o jornal "El Observador".
O magistrado estuda a realização de buscas em um escritório jurídico que atende interesses supostamente vinculados à lavagem de dólares pelo cartel do Norte do Vale, do qual Ramírez era um dos chefes.
O Banco Central do Uruguai e a Direção Geral Impositiva foram informados sobre as investigações e solicitados a fornecer dados que possam auxiliá-las. Ramírez, apelidado de Chupeta, declarou que pretendia se radicar no Uruguai para "facilitar as transações de contas bancárias" e manejar várias empresas que abriu no Brasil.
A polícia uruguaia suspeita que Ramírez tenha comprado propriedades no Uruguai e que esse é um dos motivos pelos quais pensava em se mudar para o país.
Investigações sobre títulos de propriedade encontram entraves no Uruguai, já que os registros cadastrais estão organizados por número e não pelo nome dos proprietários.
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