Traficante diz que só foi preso devido à ajuda dos EUA
da Folha Online
O colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, 44, afirmou que a Polícia Federal brasileira não teria conseguido prendê-lo sem a ajuda do DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas dos EUA), conforme entrevista publicada na Folha de S. Paulo deste domingo (conteúdo exclusivo para assinantes).
Abadía foi preso na última terça-feira em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo. Considerado um dos maiores traficantes do mundo pelo DEA e acusado de ter enviado mil toneladas de cocaína para os EUA, ele avaliou que, sozinha, a PF não o teria prendido.
Desde que foi preso na última terça-feira, Abadía presta depoimentos diários, sempre com algemas. Na entrevista, ele reconhece que juntou uma fortuna de US$ 1,8 bilhão (pouco mais de R$ 3,5 bilhões) por meio do narcotráfico.
Transferência
Ontem, sob um forte esquema de segurança, o Abadía foi transferido da sede da Polícia Federal em São Paulo para o presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS). O detento foi transferido em um avião da PF, protegido por um colete à prova de balas e escoltado por um grupo de agentes federais. O procedimento precisou ser autorizado pela Justiça.
Inaugurada em dezembro de 2006, a penitenciária de Campo Grande tem capacidade para 208 presos, que ficam isolados nas celas.
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